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Sem material, Estado deixa de realizar exames de DNA

16 agosto 2006 - 12h02

A falta de material para realização de exames de DNA na Coordenadoria Geral de Perícias da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) de Mato Grosso do Sul emperra cerca de 230 processos de reconhecimento de paternidade e até 30 da área criminal. A falta de kits e reagentes para que o exame seja realizado perdura há pelo menos dois meses, segundo apurou a reportagem do Campo Grande News. Mas não é somente o problema com materiais que pára o andamento de processos. “Temos cinco peritos para atender o Estado todo. O ideal seria pelo menos 14”, disse Nelson Firmino Júnior, coordenador divisional do Instituto Laboratoriais Forenses.Segundo ele, se não fosse a combinação destes dois fatores, os resultados dos exames considerados mais simples ficariam prontos em até três semanas. No caso dos processos criminais, o laudo seria entregue a autoridade policial solicitante, em até 45 dias, nos casos menos complexos. “Normalmente amostras criminais demoram mais”, disse Nelson.Mesmo com a falta de material para realização do exame gratuito, o coordenador revela que estão sendo feitos investimentos no setor, como aquisição de outros materiais e capacitação de funcionários. “Tem uma perita nossa fazendo curso no Rio Grande do Sul”.A situação complica ainda mais quando levado em consideração o fato de que em um processo pode haver mais de um pedido de exame de DNA. No caso da área cível, pode ter sido requerida comparação de parentes próximos e na área criminal de vários suspeitos. Ou seja, apesar de ter pelo menos 230 processos parados, o número de exames a serem realizados pode ser bem maior. O atraso em processos de reconhecimento de paternidade adia análise de pedido de pensão alimentícia. A reportagem não conseguiu obter informação com a Sejusp sobre a compra de materiais para a retomada dos exames.Um dos casos que aguarda a realização do exame de DNA para poder ser concluído é a investigação sobre um bebê encontrado no lixão de Campo Grande no dia 8 de julho. Já houve coleta de material para fazer o exame na suposta mãe. Apesar de outras suspeitas estarem sob investigação, a polícia requisitou exame em apenas uma mulher para ser comparado com o do bebê.Também tiveram material recolhido no dia 28 de julho os supostos avós maternos da criança encontrada por um catador dentro de um saco plástico.O delegado responsável pelo caso, Nilson Tobias, disse ter sido informado que seriam comprados em caráter emergencial os kits para que fosse dado prosseguimento a essa investigação. No entanto, nenhum laudo está pronto. 

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