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SED e MST formam 34 professores para a área rural em MS

16 janeiro 2004 - 16h02

Acontece amanhã, a partir das 17h, no assentamento Geraldo Garcia, em Sidrolândia, a solenidade de formatura da primeira turma do curso normal médio do Estado, que habilitou 34 professores para trabalhar em acampamentos e assentamentos rurais. O curso teve duração de três anos e resultou de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (SED) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os formandos deram à turma o nome de Dorcelina Folador, em homenagem à ex-prefeita de Mundo Novo. Ao terminar o curso, eles concluem o ensino médio e estão habilitados a ensinar alunos de primeira à quarta série do ensino fundamental. A maioria dos participantes do curso, na verdade, já trabalha como professor leigo em acampamentos ou assentamentos de Mato Grosso do Sul, do Mato Grosso, Paraná e Distrito Federal. As aulas tiveram duração média de 25 dias, sempre no mês de janeiro, e aconteceram na escola Família Agrícola, no bairro São Francisco, em Campo Grande. A parceria entre a secretaria e o movimento garantiu a contratação dos professores e o fornecimento de material de estudo, de alimentação e de alojamento para os estudantes e suas famílias. Muitos dos alunos vieram com família para freqüentar o curso. Um dos coordenadores do curso, o professor Gildo Ribeiro destaca que a formação oferecida na escola Família Agrícola é diferente do ensino tradicional. Aqui, segundo ele, há maior aproximação entre alunos e professores, os conteúdos são vinculados à realidade dos moradores do campo e há estímulo à visão crítica da realidade. De acordo com a professora Renata Carneiro, a metodologia de ensino utilizada é essencialmente prática. “O rendimento deles é muito bom. Eles são muito críticos, problematizam tudo, têm sólida formação política e ideológica e isso exige que o professor esteja preparado”, diz, sobre os alunos. Os recém-formados também estão preparados para trabalhar na educação de jovens e adultos. Segundo Francisco Edmar Ferreira, membro do Coletivo Estadual de Educação do MST e do Comitê de Educação Básica no Campo, ligado à SED, já está em negociação entre os parceiros a continuidade do curso para formar mais professores. Ele acha possível abrir em julho duas novas turmas, com oferta de 50 vagas cada.

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