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Saúde, educação, representatividade e as eleições 2016

07 julho 2015 - 06h24

Editorial

O discurso inflamado do secretário de Saúde Sebastião Nogueira na manhã de ontem durante o lançamento do novo Hospital São Luiz, em Dourados, teve como ‘endereço’ o deputado federal Geraldo Resende, que horas antes fez o seu ‘comercial’ no lançamento do programa AJA (Avanço do Jovem na Aprendizagem), no anfiteatro da Escola Estadual Presidente Vargas.

Companheiros de PMDB, os dois são nomes fortes e pré-candidatos da sigla às eleições do ano que vem no município. Portanto, nada melhor do que aproveitar os flashs de câmeras, microfones e a presença do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) no município para mostrar força.

Primeiro, durante evento de entrega dos kits escolares e lançamento do AJA, Resende falou sobre seu trabalho em angariar recursos ao município e disse não medir esforços para que isso aconteça. Ao mesmo tempo, o parlamentar disse ter recebido a ‘missão’ do governador de conversar no Ministério da Saúde ainda esta semana e captar recursos para Dourados.

Apressado, o deputado saiu antes mesmo do fim da cerimônia e não chegou sequer perto do lançamento dos 40 leitos e quatro UTI’s do Hospital São Luiz, onde estava o secretário.

Mesmo ausente, indiretamente o parlamentar foi lembrado por Nogueira, que cobrando melhorias nos repasses da saúde do município, questionou ‘onde estaria a representatividade’ que a cidade tanto precisa.

Antes, para embasar o raciocínio, ele relatou a quantidade per capita investida pelo governo federal nos principais municípios do Estado, como Campo Grande – que recebe R$ 14,89 - e Corumbá, R$ 8,87, para em seguida comparar com Dourados e seus míseros R$ 5,04 por habitante.

Presidido por Resende, o PMDB vê mais um capítulo no fogo cruzado que se tornou a busca do partido em lançar nome para suceder Murilo Zauith (PSB) no próximo ano. A ‘guerra’ dentro da sigla já resultou na saída do radialista e ex-deputado federal Marçal Filho para o PSDB e na quase certa ida da vereadora Délia Razuk para o PR.

Agora, os peemedebistas evidenciam mais uma parte do ‘racha’ que deve acabar com novas saídas do partido até o meio do ano que vem.

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