Menu
Busca segunda, 18 de fevereiro de 2019
(67) 9860-3221
MEDIDA

Roger Abdelmassih vai cumprir prisão domiciliar

Roger Abdelmassih vai cumprir prisão domiciliar

30 setembro 2017 - 19h20Por G1

Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros de 37 pacientes, deve deixar a penitenciária em Tremembé (SP) após obter decisão favorável no Supremo Tribunal Federal (STF) para cumprir prisão domiciliar novamente.

A decisão é desta sexta-feira (29) e foi tomada pelo ministro Ricardo Lewandowski. Segundo a defesa de Roger Abdelmassih, a ordem de cumprimento da decisão chegou ao presídio ainda na noite de sexta-feira, por volta das 22h30. Apesar disso, o ex-médico ainda não deixou a unidade. Ele deve retornar ao apartamento da esposa, em São Paulo.

Segundo informações da GloboNews, o ministro levou em consideração o comportamento do ex-médico na prisão, além do atual quadro clínico de Abdelmassih.

Roger Abdelmassih está preso no presídio Doutor José Augusto Salgado, a P2, desde o último dia 24 de agosto após receber alta do Centro Hospital do Sistema Penitenciário, em São Paulo, onde tratava problemas cardíacos.

Ao menos seis decisões judiciais sobre o destino do ex-médico foram emitidas neste ano. Abdelmassih chegou a obter o direito de ter a prisão domiciliar, mas a Justiça havia revogado o benefício após o Estado romper contrato com a empresa que fornece tornozeleiras eletrônicas - equipamento necessário para que ele pudesse permanecer em casa. Na análise de Lewandowski, o ex-médico não pode arcar com o ônus do estado de não possuir contrato com empresas de monitoramento eletrônico.

A defesa do ex-médico entrou com pedido de habeas corpus no STF alegando que Abdelmassih cumpriu todas as condições estabelecidas quando lhe foi concedida prisão domiciliar e que é idoso com problemas cardíacos. A decisão desta sexta concede novamente o benefício ao detento.

Histórico 

Roger, que era considerado um dos principais especialistas em reprodução humana no Brasil, foi condenado a 278 anos de reclusão em novembro de 2010. Abdelmassih não foi preso logo após ter sido condenado porque um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava a ele o direito de responder em liberdade.

O habeas corpus foi revogado pela Justiça em janeiro de 2011, quando ex-médico tentou renovar seu passaporte, o que sugeria a possibilidade de que ele tentaria sair do Brasil. Como a prisão foi decretada e ele deixou de se apresentar, passou a ser procurado pela polícia.

Em 24 de maio de 2011, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) cassou o registro profissional de ex-médico de Abdelmassih.

Após três anos foragido, quando chegou a ser considerado o criminoso mais procurado de São Paulo, Abdelmassih foi preso no Paraguai pela Polícia Federal (PF), em 19 de agosto de 2014. Em outubro daquele ano, a pena dele foi reduzida para 181 anos, 11 meses e 12 dias, por decisão judicial. Entretanto, pela lei brasileira, nenhuma pessoa pode ficar presa por mais de 30 anos.

Deixe seu Comentário

Leia Também

ECONOMIA
Preço da gasolina em Dourados tem nova queda, aponta ANP
DOURADOS
Um ano após pedido de demissão, ex-secretário de Délia retorna à prefeitura
GERAL
Centro alerta sobre revogação da exigência da emissão do Registro Aduaneiro
TRÁFICO DE DROGAS
Homem é preso com mais de 40kg de maconha na BR-060
CAMPO GRANDE
Ciclista suspeito de estar bêbado é atropelado e morre
ECONOMIA
Mercado reduz projeção de crescimento da economia para 2,48% em 2019
DOURADOS
“Buracão da Federal” dá prejuízo a motoristas em via movimentada
EDUCAÇÃO
230 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino retornam às aulas nesta segunda-feira
ELEIÇÕES 2018
Pedido de Bernal para validar votos é negado pelo STF
CAMPO GRANDE
Ex-tenente acusado de furtar cadáver é preso dirigindo bêbado

Mais Lidas

DOURADOS
Após denúncia anônima, Polícia fecha “boca de fumo” no jardim Itália
POLÍCIA
Para defender a mãe de agressão, adolescente mata padrasto a tiros
Homem é assassinado a tiros de pistola na região de fronteira
TRÁFICO
Homem de 27 anos é preso com 185 quilos de maconha em residência