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Resende critica soluções apontadas sobre fome nas aldeias

31 janeiro 2005 - 07h35

O deputado federal Geraldo Resende elogiou a decisão do governo federal de enviar, a Dourados, o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutrição, José Giácomo Baccarin e o diretor do Departamento Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Alexandre Padilha, bem como do governo do Estado, que enviou seu secretário de Governo, Raufi Marques, para averiguarem pessoalmente o problema da fome e desnutrição em crianças das aldeias indígenas de Dourados. No entanto, o parlamentar criticou algumas das soluções que eles estão apontando para resolver o problema.Para Geraldo Resende, nesse episódio, o governo federal e o Estado demonstraram a coragem de encarar o problema. “No entanto, as saídas que eles apontaram não parecem as mais adequadas, pois é preciso corrigir as distorções existentes até agora e não tomar decisões que poderão significar mais desperdício de dinheiro publico”.As alternativas criticadas por Geraldo Resende são a proposta de construir novos Centros de Recuperação Nutricional nos municípios de Miranda, Paranhos e Japorã, bem como a distribuição simples de mais 1.200 cestas básicas por meio do programa “Fome Zero Indígena”, sem a devida fiscalização e acompanhamento por parte dos organismos responsáveis.Com relação à proposta de construção de novos centros de recuperação nutricional, o deputado alerta que a medida irá apenas utilizar novos recursos públicos mas não irá resolver o problema da desnutrição, que precisa ser atacado “na ponta”, ou seja, por meio da atuação adequada das equipes do Programa Saúde da Família Indígena.“À medida em que todos os distritos sanitários estiverem funcionando a contento, com as equipes do PSF tendo toda a estrutura (insumos, medicamentos, veículos, pessoal treinado), iremos acabar com o quadro de desnutrição infantil nas aldeias e até o Centrinho de Dourados poderá ser desativado”, salienta o parlamentar.Geraldo Resende acredita que futuramente, quando a desnutrição nas aldeias estiver superada, o “Centrinho” poderá ser transformado num centro de tratamento para indígenas contaminados com o vírus da Aids, o HIV, “que é uma nova calamidade que, infelizmente, está aumentando assustadoramente nas aldeias de Dourados”.De acordo com o parlamentar, antes de adotar novas medidas, as administrações municipal, estadual e federal, devem ouvir sugestões “não só daqueles que detém cargos de confiança, mas também dos membros das equipes do Programa Saúde da Família Indígena conhecem a realidade, bem como os membros do Conselho de Saúde Indígena Estadual e do Conselho de Saúde Indígena Distrital Local”. 

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