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Renda real do trabalhador caiu 4,4% em um ano, mostra pesquisa

23 fevereiro 2005 - 13h57

A renda do trabalhador não voltou a aumentar, apesar da taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo estar em queda desde maio do ano passado. Pesquisa da Fundação Seade e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese) mostra que o rendimento médio do trabalhador caiu de R$ 1.060,00 em dezembro de 2003 para R$ 1.013 em dezembro de 2004 - 4,4% a menos.
O salário médio real nunca foi tão baixo num mês de dezembro. Foi o pior desempenho desde 1985, quando a pesquisa foi iniciada. Em dezembro de 1994, início do plano real, o salário médio real era de R$ 1.430. O maior, desde então, foi o de 1996, de R$ 1.539. A partir de então, o valor só diminuiu. Segundo o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, há uma piora na qualidade do emprego. Muitos trabalhadores estão na informalidade, sem registro na carteira de trabalho e sem os reajustes previstos em lei. Além disso, setores que apresentam crescimento do emprego, como comércio e serviços, pagam menos do que a indústria.
A indústria também está contratando com salário mais baixo. "Havia uma expectativa de crescimento da renda, pois os salários estão muito baixos. Em dezembro, no entanto, predominou de novo a contração de trabalhadores autônomos, sem carteira assinada. Isto ocorreu até mesmo na indústria, que parece ter contratações mais vulneráveis.
Mas é normal em uma retomada da economia, pois inicialmente são contratados funcionários de apoio, não de execução, em cargos mais altos e mais bem remunerados. A qualidade desses empregos é sempre inferior", disse. Na avaliação de Alexandre Loloian, analista da Fundação Seade, o grande contingente de desempregados dificulta a negociação do trabalhador na hora da contratação.
O salário médio real caiu mais na indústria do que nos demais setores. Em dezembro de 2003, o valor médio pago pela indústria era de R$ 1.204. A queda em 12 meses foi de 6,7% e o salário baixou para R$ 1.124. No período, o salário no comércio caiu de R$ 766 para R$ 763 - 0,5% a menos. No setor de serviços a redução foi de 0,9%, com o valor caindo de R$ 1.037 para R$ 1.028. A queda é bem maior entre os assalariados sem carteira assinada.
 O salário médio real deles caiu de R$ 692 em dezembro de 2003 para R$ 655 em dezembro passado, uma redução de 5,3%. Para os trabalhadores com carteira assinada a queda foi de 2,8%, com o valor passando de R$ 1.148 para R$ 1.139. O rendimento dos autônomos praticamente foi mantido nos últimos doze meses, passando de R$ 728 para R$ 729, ou 0,3% a mais.

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