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Prefeitura licita construção e equipamentos de usina de Leite

15 dezembro 2003 - 12h06

A aquisição de equipamentos e material para construção da mini-usina de Pasteurização de leite está em fase de licitação. A implementação é uma solução definitiva para cerca de 88 produtores que produzem cerca de 40% do leite comercializado em Dourados e que não contam com equipamentos ideais que legalize a comercialização de leite de acordo com legislação federal. A licitação foi solicitada assim que o prefeito Laerte Tetila assinou convênio no Ministério do Desenvolvimento Agrário, na semana passada, em Brasília, liberando R$ 156 mil. Em contrapartida, a prefeitura de Dourados vai entrar com R$ 17 mil. A mini-usina de pasteurização de leite soluciona o problema dos produtores e vendedores de leite “in natura” porque legaliza a atividade comercial, submetendo o leite à qualidade prevista em lei.Além de poder contar com equipamentos e locais apropriados, os trabalhadores vão ter também acompanhamento zootécnico do rebanho. “Com a implementação da mini-usina, mais do que incrementar a qualidade do produto comercializado, vai ser possível incluir novos mini-produtores ao sistema, proporcionando a inclusão social e econômica das famílias beneficiadas, capacitação e qualificação profissional dos produtores”, garante o secretário Municipal de Agricultura Huberto Paschoalick. O leite “in natura” dos produtores ambulantes é muito importante porque representa quase a metade do leite comercializado no município, principalmente os bairros periféricos da cidade. “A relação consumidor e produtor é caracterizada por uma relação direta baseada na confiança tanto da entrega pelo vendedor quanto do pagamento pelo consumidor no final do mês”, expõe o secretário ao relatar que é antiga a luta pela sobrevivência destes produtores de leite “in natura”.Com o objetivo de se organizarem, os produtores de Dourados formaram uma associação de Vendedores Ambulantes (AVALEITE) desde 97. Formado por 88 associados, a idéia do grupo é agregar e representar os produtores e vendedores de leite “in natura” no município, superando as dificuldades em se manter uma produção que obedeça às determinações previstas pelo Ministério da Agricultura, que acabam saindo a um custo muito alto. “A recente proibição desta comercialização causou grande apreensão nas pessoas que vivem desta atividade, porque não têm escala de produção para comercializarem diretamente com o laticínio”, salienta Huberto. No entanto, desde que soube da dificuldade da categoria, o deputado João Grandão se empenhou em viabilizar a liberação dos recursos solicitados pelos produtores, o que vão garantir, aos produtores, melhores condições de trabalho a partir do próximo ano. 

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