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Prefeitura diz que compras de ambulâncias foram legais

11 agosto 2006 - 14h15

Uma fonte ligada a Prefeitura de Dourados, informou hoje que a compra de duas ambulâncias Fiat Doblô, junto a empresa Santa Maria Comércio e Representações Ltda foi feita de forma legal. Ela também confirmou que as aquisições aconteceram por intermédio de emendas do deputado federal João Grandão (PT) que irá responder no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por quebra de decoro por suposto envolvimento na chamada “mafia dos sanguessugas”. A Santa Maria é uma das empresas acusadas de fazer parte do esquema e seria um dos braços da Planam, a empresa acusada de abrigar a “máfia das ambulâncias”. A empresa é suspeita de fraudar concorrências e superfaturar preços em negócios feitos com prefeituras de vários estados brasileiros. Segundo uma auditoria, concluída no ano passado, "todas as evidências indicam que a Santa Maria é uma empresa de fachada, constituída formalmente apenas para emitir notas fiscais de vendas, com o propósito de acobertar as operações das pessoas físicas ou jurídicas que negociaram, compraram, venderam, receberam e aplicaram os recursos de vendas de veículos equipados como unidades móveis de saúde". Os auditores que participaram da investigação apuraram que a proprietária da Santa Maria seria empregada doméstica. Maria Loedir afirmou ter rendimentos de aproximadamente R$ 600, mesmo assim figura como dona da empresa. Ela não comprovou capacidade empresarial para estabelecer o comércio de veículos e montagem de equipamentos médicos. Além disso, a assinatura exposta no recibo de pagamento a favor de Leodir é de Gustavo Trevisan, representante legal da empresa Santa Maria. As ambulâncias compradas pela prefeitura de Dourados estão cadastradas no DETRAN com as placas JZR 0768 e JZR 0788, com registro original no Mato Grosso e servem aos distritos de Indapolis e Macaúba, respectivamente. Uma outra ambulância também teria sido comprada, mas até agora o Dourados News não conseguiu informações concretas sobre ela. O deputado federal João Grandão, do PT, que teve o nome incluído na lista dos parlamentares que devem ter o mandato julgado pelo Conselho de Ética da Câmara, nega envolvimento nessa operação. Na manhã de hoje ele entregou ao Dourados News, documentos onde fica comprovado que o diretor da AGIOSUL (A Agência de Imprensa Oficial do Mato Grosso do Sul) Jamil Nagles Neto Júnior, se desligou do cabinete dele em 2003 e o servidor Francisco Machado Filho nunca trabalhou no gabinete do deputado. Francisco é funcionário do Senado Federal. (Antonio Coca)

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