Menu
Busca sexta, 14 de dezembro de 2018
(67) 9860-3221
OPINIÃO

Um governo sem músculos para reformas

Um governo sem músculos para reformas

06 novembro 2017 - 16h35Por Dirceu Cardoso Gonçalves

O governo do presidente Michel Temer deverá sofrer a sua grande derrota no Congresso, quando estiver em pauta a medida provisória que retarda o reajuste salarial e aumenta a contribuição previdenciária do funcionalismo federal. Isso deverá ocorrer porque, ao lado da tramitação da MP, acontecerão greves e outros movimentos contestatórios promovidos pela classe. Mais do que a pressão em favor próprio, a ação dos servidores federais servirá também de modelo para os estaduais e até municipais de onde os governantes não vêm cumprindo o dever constitucional de pelo menos repor anualmente aos salários a inflação oficialmente registrada no período. A tendência é começarmos o ano eleitoral sob protestos dos servidores de todos os níveis contra os seus governantes e a classe política.


Enquanto o funcionalismo se arma, verifica-se a movimentação dos sindicatos pela reedição da contribuição sindical, extinta no âmbito da recém aprovada reforma trabalhista. Setores governamentais acenam com a possibilidade de recriar a contribuição através de projeto-de-lei a ser enviado ao Congresso. Dessa forma, anula-se o benefício ao trabalhador  que, pela reforma, viu-se liberto da obrigação de destinar todo ano um dia de trabalho para o sindicato de sua categoria, mesmo não sendo sindicalizado e nem conhecendo a entidade e seus serviços.


Passado o embate, onde conseguiu se livrar da segunda denúncia de Janot (que o queria processar por obstrução à justiça e participação em organização criminosa), o presidente e seus áulicos ainda sonham com uma reforma previdenciária, mesmo que mínima. Alguns falam até em nova legislação tributária e política, mesmo sabendo que o governo não dispõe de músculos para bancar essas empreitadas. Soaria como extrema traição ao povo, retardar o tempo de aposentadoria do trabalhador e nada fazer em relação aos marajás ao tipo da ministra dos Direitos Humanos que, além de receber os R$ 33 mil mensais de teto do cofre público, se valem de artifícios para alcançar outras verbas e ainda se consideram “escravos”.


 Já estamos em novembro. Apenas 11 meses nos separam das eleições gerais. A grande corrida já começou com o surgimento dos primeiros nomes até dos que sonham com a presidência da República. Temer, com certeza, sabe que pouco ou nada e faz num ano eleitoral. Melhor seria apenas bater bola até o final do seu mandato para, com isso, evitar que suas ações, além da não renderem dividendos, ainda possam trazer más influências ao desempenho da economia que, apesar da crise política, tem pontos positivos e sinaliza para a estabilidade. O projeto de passar para a história como estadista-reformador, é bom lembrar, não passou de um sonho de curta duração...

Promover reformas é tarefa para um governo inteiro (ou até mais). O ideal será que os candidatos em campanha façam a proposta ao eleitorado. Se o povo votar nessa direção, o eleito chegará ao governo com a representatividade que Temer nunca reuniu para fazer  mudanças...
 
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

Deixe seu Comentário

Leia Também

BRASIL
Bolsonaro indica que atuará pela extradição de Battisti para a Itália
DOURADOS
Calor continua e sensação térmica chega a 34ºC
CAMPO GRANDE
Capital recebe evento de MMA nesse final de semana
GERAL
IFMS publica Plano de Desenvolvimento Institucional para os próximos cinco anos
TV
Um ano após saída da Globo, William Waack mantém negociações com a Band
ESPORTE
Atletas representam Mato Grosso do Sul no Ilha Porchat Cup de Beach Tennis
MULHERES
Espartilho para afinar a cintura faz mal?
BRASIL
Bolsonaro diz que revisará contratos de publicidade da Caixa
BONITO
Programe-se e veja o sol na Gruta Azul
NA BR-267
Dupla é presa e 215kg de maconha são apreendidos

Mais Lidas

BOAS FESTAS
Operação contra tráfico e roubo termina com cinco presos em Dourados
LUTO
Morre em Dourados empresário dono de tradicional restaurante
MESA DIRETORA
Após polêmicas e ‘novela’, Alan Guedes é eleito presidente da Câmara de Dourados
BOAS FESTAS
Ação conjunta mira traficantes em Dourados