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Tetila está preocupado com a questão dos renais crônicos em MS

23 maio 2011 - 09h11

A questão dos renais crônicos é séria e preocupante no Mato Grosso do Sul. Para tentar resolvê-la, o deputado Laerte Tetila levou, novamente, o assunto para debate na Assembleia Legislativa. Desde que assumiu o cargo, em fevereiro, Tetila vem acompanhando o drama dos renais crônicos. Foi o primeiro a debater o assunto na Casa e tem participado de audiências públicas e reuniões para tentar resolver o problema.

De acordo com o deputado, Mato Grosso do Sul já ocupou o segundo lugar em transplantes de rim em todo o Brasil, com 48 cirurgias mensais. No entanto, há um ano e meio os transplantes foram totalmente suspensos. “Quando uma família daqui faz a doação de rim, o órgão acaba indo pra outro estado, porque não temos local para fazermos a cirurgia. É a fuga de órgãos de Mato Grosso do Sul”, explica o deputado.

A preocupação de Tetila está respaldada, inclusive, com informações da Associação dos Doentes Renais Crônicos e Transplantados de Dourados (Renassul). De acordo com o presidente da Associação, José Feliciano de Paiva, a situação dos renais crônicos é complicada, pois, além de uma desgastante rotina semanal de hemodiálise, muitos pacientes têm que viajar longas distâncias para serem atendidos.

“Só quem sofre desse mal sabe como é difícil depender dos serviços, muitas vezes escassos em nossa região. As autoridades têm que se sensibilizar com esta questão”, disse o presidente da Renassul.

Novamente, na semana passada, José Feliciano visitou o escritório do deputado em Dourados, onde conversaram sobre como minimizar ou resolver a situação. Foram apresentadas algumas propostas emergenciais para diminuir o sofrimento dos reais crônicos.

“De início, vamos solicitar a aquisição de mais aparelhos para a realização dos serviços de hemodiálise para o município de Dourados. A cidade é pólo para dezenas de outros municípios e, portanto, necessitamos, urgentemente, desse serviço”, disse o deputado.

Tetila também vai pedir a realização de estudos de viabilidade para a implantação do serviço de hemodiálise nos municípios sedes das microrregiões. Esta, segundo o deputado, seria uma forma de interiorizar o atendimento e facilitar a vida dos pacientes.

“Precisamos oferecer tratamentos de prevenção, casas de amparos e clínicas públicas de hemodiálise nas cidades menores. A interiorização do tratamento vai evitar o deslocamento dos pacientes para centros de maior distância, priorizando, desta forma, a dignidade e qualidade de vida dos pacientes”, defendeu.

Mesmo com a interiorização, o deputado acredita que será necessário que o HU de Dourados ofereça o serviço, pois só na cidade há 57 pacientes.

Atualmente, segundo Tetila, Dourados atende renais crônicos de 37 cidades, que fazem as sessões no Hospital Evangélico, mas o sistema está sobrecarregado. E muitos pacientes são encaminhados para Ponta Porã, uma viagem de 120 km.

A distância, aliada às sessões de hemodiálise, causa muito sofrimento aos renais crônicos. Só para se ter uma idéia, segundo Tetila, um paciente que necessita de diálise precisa submete-se a três sessões por semana, cada uma com duração de quatro horas!

O drama dos renais crônicos foi relatado por um paciente de Nova Andradina. Ele contou ao deputado que sempre viaja com mais seis colegas até Dourados para as sessões de hemodiálise. Dos sete, ele é o único sobrevivente. Os colegas morreram por causa das dificuldades no tratamento e a espera por um transplante. O paciente contou, ainda, que um colega desistiu do tratamento por causa das longas viagens, que causavam grande sofrimento. Tempos depois, esta pessoa morreu. Tetila ficou emocionado com o relato. “Diante de um relato como esses, não tenho nem palavras. O que eu puder fazer para minimizar esse sofrimento, eu o farei”, disse, com voz embargada.

Na última quinta-feira, dia 19, o deputado cumpriu com o prometido, fez uma indicação à Mesa Executiva solicitando apoio dos senadores, deputados federais e estaduais e Governo do Estado. No documento, Tetila propõe a compra, em caráter emergencial, de mais cinco aparelhos de hemodiálise para o município de Dourados; a viabilização de recursos, em parceria com o Governo do Estado, para a implantação do serviço de hemodiálise no Hospital Universitário de Dourados; a realização de estudos de viabilidade para a implantação do serviço nos municípios sede de microrregiões, como Nova Andradina e Naviraí; e a retomada de transplantes no Estado, com prioridade para o transplante de rins.

Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia apontam que existem hoje, no país, 80 mil pacientes em diálise e 12 milhões pessoas com disfunção renal. Dois milhões sequer sabem que possuem o problema. Segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos), em 2010 o Brasil realizou 6.402 transplantes de órgãos. Desse total, 4.630 foram de rim.

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