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DEBANDADA E RACHA NO PMDB

Geraldo alfineta colegas: "que sejam feliz em outro partido”

12 junho 2015 - 11h10

O deputado federal Geraldo Resende disse na manhã desta sexta-feira (12) que o PMDB trabalha para costurar candidatura própria para as eleições municipais de maneira coletiva e ‘cutucou’ lideranças que estão deixando o partido para integrar outras siglas visando a prefeitura no ano que vem.

Em visita ao Dourados News para falar sobre o 1º Seminário de Mobilidade Urbana que acontece nos dias 19 e 20 de junho na Câmara de Vereadores local, o parlamentar disse que trabalha de forma coletiva para construir um partido local forte e confirmou novamente que é pré-candidato ao cargo hoje ocupado por Murilo Zauith (PSB).

“Temos [PMDB] o projeto de chegar à presidência da República em 2018 e por isso precisamos nos fortalecer nos principais municípios do Estado e do país, e Dourados é um deles. Vamos trabalhar de forma coletiva para chegarmos onde almejamos. Agora, aqueles que preferem o lado individual, que visam os seus interesses e não se submetem a regras, têm toda a liberdade de seguir seu caminho e ser feliz. Eu e outros filiados ao PMDB somos pré-candidatos, mas precisamos ter regras para se escolher um nome”, comentou.

Sem citar nomes, a alfinetada foi para o radialista e ex-deputado federal [Marçal Filho](http://www.douradosnews.com.br/noticias/politica/de-saida-para-psdb-marcal-diz-que-pmdb-municipal-e-presidido-a-mao-de-ferro), que está retornando para o PSDB do governador Reinaldo Azambuja após quase duas décadas e a vereadora Délia Razuk, ainda no PMDB, mas que tem ameaçado se mudar em busca de espaço para a sucessão municipal.

Ambos teriam reclamado da maneira como a direção do partido é comandada por Resende. Marçal chegou a afirmar que o parlamentar preside o diretório com ‘mão de ferro’, conforme a coluna [Café Amargo](http://www.douradosnews.com.br/colunistas/cafe-amargo/marcal-filho-ja-marcou-data-para-posar-no-ninho-tucano) desta sexta.

Sobre a visita do ex-governador André Puccinelli na segunda-feira ao município, o deputado disse que serviu apenas para ‘ajudar na transição’ e não como interferência ou para aparar arestas do racha declarado.

“Ele [André] está com tempo e também é a maior liderança do partido em Mato Grosso do Sul. Foi uma agenda para conversarmos o projeto 2018 com a necessidade de lançarmos candidatos em todos os municípios do Estado. Há mais de 20 anos não temos candidato do PMDB em Dourados, e agora entendemos que necessitamos chegar forte”, relatou.

Em relação a quase certa manutenção da aliança com o PSB na majoritária, o deputado despistou e citou que o momento é para agregar parceiros. “Não só o PSB, mas também DEM, PSDB e outros que se uniram a nós nas eleições de 2012”, contou.


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