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TESTEMUNHA DE DEFESA

Cirilo é afastado de Comissão que apura "passada de mão"

03 julho 2015 - 09h09

O vereador Cirilo Ramão, ou Pastor Cirilo (PTC), desfalcará a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Vereadores de Dourados no caso da ‘passada de mão’ envolvendo os legisladores Maurício Lemes (PSB) e Virgínia Magrini (PP). Ele será testemunha de defesa de Lemes no processo.

Com isso, os trabalhos na apuração dos fatos serão atrasados por alguns dias até que um novo integrante possa o substituir no caso. Bebeto (PDT) fora chamado para o lugar do colega, mas não aceitou o convite. A escolha fica agora a cargo do presidente da Casa, Idenor Machado (DEM).

No dia 22 de junho, Virgínia Magrini protocolou requerimento pedindo a substituição de Cirilo Ramão da Comissão – [relembre aqui](http://www.douradosnews.com.br/noticias/politica/virginia-pede-substituicao-de-vereador-em-comissao-que-apura-passada-de-mao) – alegando que ele estava ciente do ato cometido por Lemes. Na época do episódio, 8 de junho, a vereadora pensou que Cirilo seria o responsável pela ‘apalpada’.



ENTENDA O CASO

No dia 9 de junho a vereadora Virginia Magrini (PP) registrou o boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher, contra o colega de trabalho, também vereador Mauricio Lemes (PSB), por afirmar que ele teria passado a mão em suas nádegas durante sessão ordinária na noite do dia anterior na Câmara de Vereadores de Dourados.

Na época ela relatou que o fato aconteceu já no final da cerimônia, durante entrega de uma moção legislativa e foi feito por repetidas vezes. Virginia conta que chegou a pensar que fosse outro vereador, porém, depois que afirmou que denunciaria o ocorrido, o próprio Maurício veio até ela e pediu desculpas.

A vereadora conta que depois do fato pediu que o presidente da Câmara Idenor Machado (DEM) tomasse providência, mas, ele não entendeu o que acontecia no momento já que a sessão ainda ocorria. Logo após o término da sessão Virginia recorreu à comissão de ética da casa de leis, que aceitou a denúncia após votos favoráveis de 15 vereadores e notificou Maurício que tem até quinta-feira para se defender.

Os trabalhos de apuração foram previstos para terminar em 90 dias, mas podem se encerrar bem antes do prazo previsto. Maurício Lemes pode até perder o mandato como punição.

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