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ELEIÇÕES 2016

Na ausência de Marçal, Reinaldo evita falar sobre sucessão

07 julho 2015 - 09h19

Sem a presença do radialista e ex-deputado federal Marçal Filho, que recentemente anunciou ida para o PSDB, nos eventos de segunda-feira (6) o governador Reinaldo Azambuja – também do PSDB - preferiu se esquivar sobre as perguntas em relação a sucessão municipal.

Marçal é um dos nomes fortes do partido para a disputa em 2016, mas, na opinião do chefe do Executivo estadual, o momento é de pensar em sua gestão e guardar as conversas para o próximo ano.

Para Reinaldo, primeiro é necessário saber como será o regramento do pleito, se fortalecer e depois pensar em nomes para o processo.

“Hoje é prematuro discutir política. Estamos atravessando uma grave crise política no país. Nem o regramento do ano que vem nós sabemos. A Câmara provou uma regra e o Senado diz que vai mudar. Então, acho prematuro discutir política nesta época do ano em que todos estão se fortalecendo. Nem o povo e nem os políticos sabem como serão as disputas. Precisamos ter cautela e deixar para se posicionar no ano que vem”, relatou.

A questão levantada pelo governador em relação ao regramento se refere à reforma política que tramita na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Recentemente o Congresso aprovou em primeiro turno algumas medidas como o fim da reeleição para cargos Executivos, mandatos de cinco anos, manteve a obrigatoriedade do voto, nova data de posse para presidentes e governadores, além do financiamento privado de campanha de partidos e a restrição ao acesso de siglas ao tempo de rádio e TV e ao fundo partidário. Uma nova votação, desta vez em segundo turno, deve entrar na pauta desta terça-feira em Brasília. Depois, as medidas são encaminhadas para o Senado avaliar.

Em relação a chegada de Marçal Filho ao ninho tucano e o suposto embate do PSDB contra aliados no município para suceder Murilo Zauith (PSB), Reinaldo se esquivou novamente.

“O Marçal veio a convite de lideranças locais e vai somar, os outros partidos estão se fortalecendo também. Por isso é prematuro”, resumiu.

Ao Dourados News, o radialista disse na sexta-feira (3) que passaria a semana fora de Dourados, justificando a não presença dele na agenda do governador durante a segunda-feira.



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