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INTERNACIONAL

OEA diz que eleições na Bolívia foram fraudadas e pede nova votação

10 novembro 2019 - 09h24Por G 1

A OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou que houve irregularidades na eleição presidencial da Bolívia do dia 20 de outubro, quando Evo Morales foi eleito em primeiro turno, e recomenda que uma nova votação seja feita.

A entidade publicou um relatório preliminar sobre o pleito, vencido por Morales –ele teve 47.07% dos votos, e Carlos Mesa, o segundo colocado, 36,51%. Como é uma diferença de mais de 10 pontos percentuais, o atual presidente foi reeleito em primeiro turno.

Em seu comunicado, a OEA diz: "A equipe de auditores não pôde validar o resultado da presente eleição, e recomenda um outro processo eleitoral. Qualquer futuro processo deverá contar com novas autoridades eleitorais para poder levar a cabo eleições confiáveis."

O resultado foi contestado pela oposição e, no dia 30 de outubro, a Bolívia e a OEA concordaram em realizar uma auditoria.

Neste domingo, dia 10 de novembro, a entidade divulgou os resultados preliminares de sua investigação.

Ela diz ter identificados problemas nas seguintes etapas do processo:

Tecnologia da eleição

Cadeia de custódia

Integridade das atas eleitorais

Projeções estatísticas

Assinaturas falsas e falhas de segurança

Os componentes informáticos apresentaram falhas graves de segurança, de acordo com a OEA. A apuração preliminar foi manipulada, de acordo com a entidade, e isso afetou os resultados.

“As manipulações do sistema de informática são de tal magnitude que devem ser profundamente investigadas pelo Estado boliviano para chegar a fundo e demarcar as responsabilidades nesse caso grave”, afirmou o órgão.

A OEA também diz que há alterações e assinaturas falsificadas em atas, o que impacta a integridade da contagem.

Eles chamam a atenção para a votação na Argentina: as listas índices têm menos eleitores do que o número de votos nas atas.

“Tendo em conta as projeções estatísticas, é possível que o candidato Morales tenha ficado em primeiro lugar, e o candidato Carlos Mesa, em segundo. No entanto, é improvável que Morales tenha obtido os 10 pontos percentuais de diferença para evitar um segundo turno.”

Entenda como começou a crise

O órgão responsável por computar os votos apontou o seguinte resultado final:

Evo Morales: 47,07% dos votos

Carlos Mesa: 36,51%

Como a diferença entre Morales e Mesa foi de mais de 10 pontos percentuais, o atual presidente foi reeleito para seu quarto mandato.

Antes desses números serem publicados houve uma indefinição: inicialmente, havia um método mais rápido e preliminar de apuração, e um outro, definitivo e mais lento, onde se conta voto a voto.

Os números dessas duas contagens começaram a divergir, e a apuração mais rápida, que indicava que haveria um segundo turno, foi suspensa.

Desde que Evo ganhou, a oposição tem ido às ruas em protestos. A polícia parou de reprimir as manifestações, e houve motins em quartéis do país.

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