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Marun defende general com passagem por Dourados à presidência

03 Outubro 2017 - 09h53Por Adriano Moretto

“Cão de guarda” do governo Michel Temer (PMDB) e relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da JBS, o deputado federal por Mato Grosso do Sul, Carlos Marun (PMDB) defendeu o nome do general Sérgio Etchegoyen, que comandou a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Dourados, por dois anos, como o nome para a presidência. 


O militar ocupa atualmente o cargo de ministro do Gabinete de Segurança Institucional e teria sido convidado a ingressar no PMDB.


O depoimento de Marun foi dado em entrevista ao site Congresso em Foco, publicada na manhã desta terça-feira (3).


“Eu defendo a candidatura do general Sérgio Etchegoyen. A filiação do general ao PMDB e um projeto de rumo para o Brasil. O Brasil não tem rumo. A liberdade virou libertinagem”, disse em entrevista.

O parlamentar também aproveita para provocar o colega de Congresso, deputado Jair Bolsonaro (PSC), a qual chama de factoide.


“Para mim, o Bolsonaro é um factoide neste momento, com todo respeito. Mas, na verdade, ele saiu daqueles 10% e mobilizou um outro grupo de pessoas. Mas defendo o nome do general não para contrapor Bolsonaro. Não tenho preconceito. Se um general for eleito, pode ser. Não quero um general presidindo o país pela força de um destacamento policial, um pelotão do Exército, isso não. As esquerdas já apoiaram o Marechal Lott. No final da ditadura militar, o MDB apoiou um general contra o Figueiredo [Euler Bentes Monteiro, que em 1978 enfrentou o general João Figueiredo no colégio eleitoral]. Entendo que o Brasil precisa ter um rumo, que não estamos tendo. Virou a casa da mãe Joana. Entendo que o general Etchegoyen seria um excelente candidato. Espero que ele aceite se filiar e se transformar numa opção do PMDB”, contou.


Na mesma entrevista, Marun diz que, caso o seu partido não tenha nomes à presidência no ano que vem, apoiar o atual prefeito de São Paulo, João Dória Júnior, hoje no PSDB, seria mais viável, desde que troque de partido.


“O DEM busca a filiação do Doria. Se o PMDB não tiver candidato a presidente, o apoio ao Doria é o que vejo com maior viabilidade. Tem sido mais claro em algumas posições”, resumiu. 

 

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