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Marçal Filho segue nesta sexta para missão na OIE

20 maio 2011 - 07h44

O deputado federal Marçal Filho (PMDB) embarca hoje para uma missão oficial de uma semana na França, onde vai representar a Câmara Federal e os interesses de Mato Grosso do Sul na 79ª Sessão Geral da Assembléia Mun-dial de Delegados da Organização de Saúde Animal, que acontece em Paris entre os dias 22 e 27 de maio. “Fiquei honrado ao ser indicado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para compor a missão oficial brasileira e, também, por ser o representante do meu Estado na sessão geral da OIE”, argumenta Marçal Filho.

A missão será formada por parlamentares brasileiros, além de Guilherme Henrique da Silva Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Francisco Sérgio Ferreira Jardim, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Benedito Fortes de Arruda, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária; e Victor Emmanuel Vieira Saraiva, superintendente Federal de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro.

Na condição de porta voz do Mato Grosso do Sul na 79ª Sessão Geral da Assembléia Mundial de Delegados da Organização de Saúde Animal, o deputado Marçal Filho vai entregar a Bernard Vallat, presidente da Organização Internacional de Epizotias (OIE), o convite para participação dele no 1º Congresso Internacional da Carne, que acontece nos dias 8 e 9 de junho no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.

A OIE é uma organização intergovernamental criada por 28 países em 25 de janeiro de 1924 e hoje conta com quase 180 nações associadas. “A reunião deste ano tem um caráter especial, já que será anunciada a erradicação da peste bovina em todo o planeta”, explica Marçal Filho. “A última doença considerada erradicada foi a varíola, de forma que esse encontro deverá entrar para a história da saúde animal”, conclui Marçal Filho.

O deputado também levará na bagagem uma cópia do relatório de quase 50 páginas, todo ilustrado com mapas e gráficos, que o governo de Mato Grosso do Sul está enviando à Organização Internacional de Epizotias requerendo que o Estado seja considerado livre de febre aftosa sem vacinação, fator que abrirá as portas dos produtos animais para toda Europa, Ásia e Estados Unidos. “Vou defender na OIE a tese que o governo de Mato Grosso do Sul adotou todas as medidas necessárias durante a Zona de Alta Vigilância (ZAV) e que o setor produtivo rural também está investindo em sanidade animal”, explica o deputado.

Marçal lembra os prejuízos trazidos com a doença para o Estado “Nossa região do Cone Sul foi extremamente prejudicada quando dos casos de febre aftosa à época” destacou. O trabalho realizado pelos técnicos de Mato Grosso do Sul, sob o comando da secretária de Estado da Agricultura, Tereza Cristina, foi fundamental para mapear todo histórico da febre aftosa, apontar os trabalhos realizados para conter o vírus e relatar os investimentos que o governo fez em políticas de sanidade animal em todas as regiões. “São inegáveis os esforços do governador André Puccinelli, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para livrar o Estado do vírus da febre aftosa, portanto, nada mais justo que a OIE coroar esses esforços com o reconhecimento de área livre”, conclui.

RASTREABILIDADE – O deputado também vai debater o reconhecimento pela Organização Internacional de Epizotias da plataforma de dados sobre o rebanho bovino do Brasil, a chamada rastreabilidade bovina que foi assumida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) por meio de convênio de Cooperação Técnica com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Os dados do Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov) desenvolvidos por técnicos brasileiros precisam ser homologados pela OIE para que a carne produzida no Brasil tenha trânsito livre em todo o mundo”, analisa Marçal Filho.

A plataforma de governança foi desenvolvida e implantada pela CNA e repassada ao Mapa, conforme estabelece o acordo de cooperação técnico. Por outro lado, toda a operacionalização do sistema Sisbov ficará sob a responsabilidade da CNA. No futuro poderão ser integrados outros sistemas de monitoramento. Uma das possibilidades é o sistema de sanidade vegetal.

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