Menu
Busca quarta, 19 de junho de 2019
(67) 9860-3221
OPERAÇÃO CUI BONO

Em nota, Planalto reafirma que Temer não incentivou pagamentos a Cunha

14 junho 2018 - 18h50Por Agência Brasil

O Palácio do Planalto reafirmou, em nota oficial, que o presidente Michel Temer jamais incentivou pagamentos ilícitos ao ex-deputado Eduardo Cunha em troca de seu silêncio. A nota do Planalto foi divulgada nesta quinta-feira, dia 14 de junho, após a entrega do relatório final da Polícia Federal (PF) à Justiça Federal sobre as investigações da Operação Cui Bono. A operação investigou esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013. O relatório confirmaria a suposta intenção do presidente de comprar o silêncio de Cunha e, consequentemente, obstruir as investigações.

“É mentirosa a insinuação de que o presidente Michel Temer incentivou pagamentos ilícitos ao ex-deputado Eduardo Cunha e a Lúcio Funaro. Isso jamais aconteceu. […] Apesar da ausência absoluta de provas, investigadores insistem em retirar do contexto diálogos e frases para tentar incriminar o presidente da República”, diz um trecho da nota, assinada pela Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República (Secom).

O assunto surgiu em maio do ano passado após delação do empresário Joesley Batista. Ele gravou uma conversa com o presidente da República e usou o áudio para acusá-lo à Justiça. É nessa gravação que se ouve o presidente dizendo “tem que manter isso, viu?”.

Segundo Joesley, a frase de Temer tem conexão com pagamentos ilícitos a Cunha. Mas a gravação não deixa isso claro e abriu margem para a defesa do presidente. Temer defende que a frase é uma resposta à afirmação do empresário, que disse estar “de bem” com Cunha. O próprio ex-deputado já negou algumas vezes essa tentativa de silenciá-lo.

A notícia instalou uma crise no governo, que só arrefeceu após a rejeição de duas denúncias contra Temer na Câmara dos Deputados. Após deixar a presidência, porém, ele responderá à Justiça pelas acusações.


Veja a nota da Secom na íntegra:

"Nota à imprensa"


É mentirosa a insinuação de que o presidente Michel Temer incentivou pagamentos ilícitos ao ex-deputado Eduardo Cunha e a Lúcio Funaro. Isso jamais aconteceu. A gravação do diálogo com Joesley Batista foi deturpada para alcançar objetivo político. A verdade é que, na conversa grampeada, quando o empresário diz que mantinha boa relação com o deputado, o presidente o incentiva a não alterar esse quadro. Segue a transcrição desse trecho do diálogo:

Joesley – “Eu tô de bem com o Eduardo”

Michel Temer – “Tem que manter isso, viu?”

Portanto, não tem nada a ver com aval a qualquer pagamento a quem quer que seja. Assim, é ridículo dizer que houve obstrução à Justiça e, muito menos, relativamente a qualquer caso envolvendo integrantes da Magistratura e do Ministério Público. O presidente não tinha nomes, e nem sequer sabia que o procurador Marcelo Müller estava trabalhando para a J&F da família Batista.

Apesar da ausência absoluta de provas, investigadores insistem em retirar do contexto diálogos e frases para tentar incriminar o presidente da República. Perpetuam inquéritos baseados somente em suposições e teses, sem conexão com fatos reais."

Deixe seu Comentário

Leia Também

SHOWBIZZ
Em cenário paradisíaco, Letícia Lima brinca: "estou insuportável"
CAMPO GRANDE
Mãe procura rapaz de 21 anos que desapareceu no último sábado
UEMS
Estão abertas as inscrições para o Programa de Mobilidade Nacional
JUSTIÇA
Homem é condenado por esfaquear mulher e terá que pagar R$ 8 mil
TRÂNSITO
Mais de 233 mil veículos devem passar pela BR-163 no feriado
POLÍTICA
Cinco partidos de oposição anuncia obstrução à reforma da Previdência
DIA 24
Luiza Brunet será empossada embaixadora do Mãos EmPENHAdas
RURAL
Plano Safra terá R$ 225,59 bilhões em créditos para agricultores
CAMPO GRANDE
Mulher vai ao salão de beleza e quando sai encontra veículo incendiado
POLÍTICA
Senado aprova parecer que pede suspensão dos decretos das armas

Mais Lidas

FATALIDADE
Corpo de douradense é encontrado no rio Aquidauana
DOURADOS
Perseguição na Coronel Ponciano termina com homem preso e apreensão de mais de 700kg de maconha
PARAGUAI
Homem escapa de sequestro, mas acaba executado por pistoleiros em posto
RESERVA INDÍGENA
Dois são presos suspeitos pelas mortes de tio e sobrinho em Dourados