Menu
Busca terça, 17 de setembro de 2019
(67) 9860-3221

Código Florestal gera crise na base aliada do governo

13 maio 2011 - 07h10

A suspensão da votação do Código Florestal explicitou, na madrugada de ontem, a dissonância interna do PT e expôs uma crise com o PMDB, principal aliado do governo Dilma Rousseff.

Em descompasso com o Planalto, a base ameaça emperrar a votação da medida provisória que agiliza a contratação de obras destinadas à realização da Copa e da Olimpíada no Brasil.

Sob o risco de derrota, o governo interrompeu a votação do Código Florestal em plena discussão. Para evitar que o fracasso se consumasse, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), se comprometeu a não votar mais nada antes da conclusão do Código.

"Vou tentar ganhar esses dias não para mudar o plenário. Mas para mudar a posição do governo, que tem de respeitar o que esta Casa quer num dos momentos mais legítimos", discursou.

Ele queixou-se da resistência do governo a fixar, em lei, casos em que o plantio em áreas de proteção já esteja consolidado.

PARALISAÇÃO

Mantida a ameaça do PMDB, a Câmara ficará paralisada ao longo da próxima semana, pois o presidente da Casa, Marco Maia (RS), e o líder do PT, Paulo Teixeira (SP), viajaram ontem para a Coreia do Sul, de onde só voltam no dia 20.

Eduardo Alves acompanhará o vice-presidente Michel Temer em viagem à Rússia até a quarta-feira. Sem os principais líderes na Casa, restariam ao governo as MPs.

Ontem, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), disse que as medidas provisórias serão votadas e aposta que a promessa do PMDB não será mantida.

Já o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, atribuiu o discurso a um momento de "desgaste físico e emocional".

Só que Eduardo Alves reiterou a ameaça feita anteontem: "Se tentasse votar a 521 [MP que inclui as obras da Copa] antes de um entendimento, a Casa não vai querer votar, nem o PMDB. Nesse clima de frustração, poderia ter uma reação de não votar".

A interrupção em plenário evidenciou a desarmonia do PT. Na noite de quarta, Paulo Teixeira recebeu um texto mais duro com os ruralistas.

Horas depois, apoiou o projeto apresentado pelo relator Aldo Rebelo (PC do B-SP) sem saber que fora flexibilizado. No plenário, protestou contra as mudanças: "O acordo do PT é com o texto que recebemos às 21h", reafirmou ontem.

Hoje, 11 medidas provisórias trancam a pauta da Câmara. Sete delas só têm validade até o dia 1º de junho.

A mais sensível ao governo é a 521, que dribla parte das regras da Lei das Licitações para as obras da Copa e nas Olimpíadas.

Deixe seu Comentário

Leia Também

19 anos
Camisetas ingresso da 2ª Peixada do Dourados News estarão a venda na Unigran Net MasterClass
DOURADOS
Suspeito de matar pai e filho e atear fogo nos corpos é preso
CRIME AMBIENTAL
Homem é multado em R$ 7 mil por desmatamento
TEMPO
Sem chuvas há 15 dias, calor e baixa umidade permanecem em Dourados
DOURADOS
Pai e filho podem ter sido mortos após bebedeira no Panambi
DECORAÇÃO
Preguiça / medo de decorar? Deixe o papel de parede fazer o trabalho por você!
BR-463
Polícia encontra quase 300kg de maconha dentro de veículo
OPERAÇÃO BREAKING BAD
Antes de ser levada à São Paulo, cocaína passava por laboratório em MS
BRASIL
Projeto que amplia posse de arma no campo é sancionado
BARBÁRIE
Casal é preso suspeito de espancar bebê de 1 ano e 7 meses até a morte

Mais Lidas

DOURADOS
Carro roleta Marcelino, bate em moto e deixa jovem ferida
EMPREENDENDO NO BAIRRO
Distante 8 km do Centro, moradores do Parque II só sentem falta de lotérica no comércio do bairro
IVINHEMA
Pescador encontra cadáver às margens de rio e informa a Polícia
FRONTEIRA
Empresário brasileiro atacado por pistoleiros não resiste a ferimentos e morre