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POLÍTICA

Após repercussão, Idenor diz que fala sobre remuneração era para sugerir fortalecimento político em Dourados

09 outubro 2019 - 12h35Por Vinicios Araújo

O vereador Idenor Machado (PSDB) disse nesta manhã (9/10) que a intenção em falar da remuneração dos parlamentares douradenses ontem (8), durante retomada à Câmara após 10 meses afastado pela Justiça, tinha como propósito sugerir o fortalecimento político em Dourados, para que, segundo ele, a cidade deixe de estar em “segundo plano” nas ações de investimento público, em detrimento à Capital.

Idenor criticou o fato dos vereadores douradenses receberem o proporcional de 50% dos salários dos deputados estaduais, garantindo remuneração mensal de R$ 12.661,27, em detrimento ao legislativo da Capital, que paga 75% (R$ 18.991,91) ao parlamento municipal.  

Em visita ao Dourados News, o tucano disse que a intenção era destacar a necessidade que a segunda maior cidade do Estado tem em valorizar e fortalecer a classe política. Para ele, é preciso unir forças com a finalidade de beneficiar os serviços oferecidos à população. 

“Quando citei o exemplo, não era pra reclamar do salário. O que eu quis dizer é que Dourados tem que se fortalecer. Porque a Câmara de Dourados tem que ser inferior a de Campo Grande. Coincidentemente se colocou a questão do salário, por conta dos 50%. Campo Grande é 75%. A Capital aplica e vale, Dourados não pode aplicar porque os nossos órgãos fiscalizadores externos não deixam fazer. Por que somos inferiores? Por que a saúde de Dourados tem que ter tratamento diferenciado? Por que a malha asfáltica tem que ter tratamento diferenciado? Por que não resolve o problema dos túneis, dos viadutos? Então, é isso que eu quis dizer. Não é reclamando de salário. Até porque essa questão passa pela mesa diretora e desde que deixei o cargo não dei um palpite na gestão da vereadora Daniela [biênio 2017/2018] e não vou dar agora [o atual presidente da Casa é Alan Guedes, do DEM]”, afirmou.

O parlamentar ainda completou que em Dourados “tudo é mais difícil, tudo para nós é depois”. 

A ‘fraqueza política’ apontada por Idenor é justificada pela dificuldade de garantir soluções aos serviços e empreendimentos em Dourados. “Os agentes políticos de Dourados têm que se unir, têm que ser fortalecido, têm que ter vez”, disse.

Para Idenor, a volta para a Câmara é uma oportunidade de valorizar os votos recebidos no pleito em 2016. Durante discurso ontem ele disse estar voltando “sem rancor nenhum”. Sobre isso, ele diz que a expressão rancor utilizada, tem a ver com um retorno combativo, assim como ocorreu com Cirilo Ramão (MDB) nas duas vezes que esteve restituído ao cargo.

“Nas ideias pode ser divergente, mas no produto final [a defesa do direito da população] não”, disse. Questionado sobre as falas polêmicas do colega emebedista, Idenor avalia como “desgaste desnecessário”. 

“Falei de rancor justamente de não ter polêmica em querer pegar o passado e arrumar um culpado. Foi onde o Cirilo tentou arrumar. Eu não quero discutir, quero tentar esquecer esse passado. Quero contribuir com a Justiça no que for possível”, afirmou. 

Sobre o imbróglio da Justiça, quanto a falta de esclarecimento sobre a proximidade dos parlamentares investigados [Idenor, Cirilo e Pedro Pepa (DEM)], o tucano diz acreditar que até segunda-feira (14) terá uma resposta que traga luz a essa questão. 

A falta desse esclarecimento, inclusive, impediu que Cirilo e Pepa participassem da última sessão. Mesmo após convocado, o democrata demorou 72h para ir até a Casa de Leis temendo uma possível interpretação da Justiça que provocasse mais uma vez o afastamento. 

Segundo Idenor, a ausência não justificada nas sessões impede que o parlamentar receba os provimentos pelo trabalho legislativo. “O pagamento é referente a sessão participada. Cirilo e o Pepa mesmo não vão receber essas que não estiveram”, explicou.

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