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PF prende dois servidores de alto escalão no Amazonas

11 agosto 2006 - 12h23

 O superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento no Amazonas (Conab), Juscelino Moura, e o secretário-executivo da Secretaria Estadual da Fazenda, Afonso Lobo, são os dois servidores públicos de alto escalão detidos hoje em Manaus pela Operação Saúva - uma ação conjunta da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público Federal.De acordo com o chefe da Delegacia de Prevenção e Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal, Jossenildo Cavalcate, 29 dos 32 mandados de prisão preventiva já foram cumpridos. A maior parte dos presos são empresários do ramo de fornecimento e distribuição de gêneros alimentícios.Em um ano de investigação, a quadrilha teria fraudado licitações que movimentaram R$ 126 milhões dos cofres públicos da Conab, do governo do Amazonas, do Exército Brasileiro, e das prefeituras de Manaus e de Presidente Figueiredo (AM).“Na compra de 230 mil cestas básicas pela Conab, que foram distribuídas aos flagelados da seca [que atingiu o Amazonas no ano passado], houve direcionamento da concorrência pública”, revelou Cavalcante. “Além disso, identificamos o fornecimento de alimentos estragados, impróprios para o consumo, como feijão e leite em pó”O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Kérsio Pinto, declarou que a quadrilha agia apenas no Amazonas. Mas parte dos 32 mandados de prisão e dos 64 mandados de busca e apreensão foi executada no Distrito Federal, no Rio Grande do Norte, em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará, e em Rondônia. “Essas pessoas estão vindo para cá”, acrescentou Pinto. “Vamos investigar aqui todos os indiciados durante os cinco dias da prisão preventiva. Se necessário, pediremos à Justiça a prorrogação da detenção”.A operação Saúva recebeu esse nome em alusão à organização das formigas, que seguem um líder. “Se matarmos a formiga rainha, o bando se desfaz”, explicou Cavalcante. “Já estamos com o líder do esquema detido: o empresário Cristiano da Silva Cordeiro”.Cordeiro e sua família são acusados de criar cerca de 20 empresas fantasmas para fraudar licitações. Entre elas, a Gold Distribuidora de Alimentos, a Norte Distribuidora, a Global Logística e a Big Norte. Além de superfaturar os preços, a quadrilha pagava propina a servidores públicos.

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