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Paraguai colhe safra recorde de grãos

04 março 2005 - 14h29

Em contraste com a crise desencadeada pela forte estiagem no Mato Grosso do Sul, o vizinho país Paraguai está colhendo uma das maiores safras de sua história. Isso está sendo possível graças às constantes chuvas registradas de novembro até meados de fevereiro, o que favoreceu consideravelmente a germinação dos grãos e o crescimento das lavouras. Uma das maiores produtoras de soja do país deverá ser registrada na região de Santa Rosa, na região da Grande Assunção, onde os produtores estão comemorando a boa safra. De acordo com o técnico agrícola e chefe do setor agropecuária do Ministério da Agricultura do Paraguai, Celso Gonzalez Amorim, a produção total de grãos no país deverá chegar a 2,4 milhões de toneladas. Ele afirma que em algumas regiões, os produtores estão colhendo 70 sacas por hectare. Em Santa Rosa, por exemplo, conforme ele, estão sendo colhidos até 85 sacas por hectare. "Para o Paraguai esses números são fantásticos, já que o país anualmente registra em média uma produção de 50/60 sacas por hectare. Mas devido a boa fertilidade do solo aliado com o clima propício para o crescimento dos grãos, a safra 2004/2005 já está marcada como uma das melhores na história recente do país", observou o técnico agrícola. Conforme ele, em outras regiões do país a situação se repete. "Não é um fato isolado em determinada região. A boa produção está presente em outras regiões, como no Alto Paraguai, Canendiyu, Amambay e no Chaco Paraguayo", destaca. Apesar da boa notícia, Celso Gonzalez acrescenta que os produtores devem se deparar com a falta de armazéns para o depósito da produção. "Isso será uma conseqüência natural, já que o Paraguai não tem estrutura suficiente e não está preparado para receber tamanha produção de grãos", pondera. Isso se confirma. O administrador rural Edgar Ramírez, produtor na região de Passo Largo, em Santa Rosa, acrescenta que a produção da fazenda será uma das melhores dos últimos 30 anos mas ele está preocupado com a falta de armazéns. "Já estamos preparando uma solução para esse problema, que aliás é um problema altamente agradável", conta. Com uma produção que deverá chegar a 65/70 sacas por hectare, Ramírez afirma que a colheita não será melhor devido a falta de terra para plantar. "Tínhamos um planejamento inicial de plantar 3.000 hectáres, mas diminuímos para 1.900/há e o restante estamos plantando milho e outras variedades, justamente para não sobrecarregar o solo", explica. Ele disse que a colheita está no auge e deverá ser concluída até a primeira quinzena deste mês. "Estamos trabalhando dia e noite, inclusive aos finais de semana", conta o administrador rural paraguaio. (Carlos Monfort/de Pedro Juan Caballero)  

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