Menu
Busca terça, 18 de fevereiro de 2020
(67) 9860-3221

Para ONU ajuda às vítimas do maremoto é insuficiente

07 fevereiro 2005 - 16h08

A contribuição financeira da comunidade internacional para construir casas temporárias para as vítimas do maremoto no sudeste asiático ainda é insuficiente, lamentou nesta segunda-feira uma alta representante da ONU, em Genebra. As contribuições também não são suficientes para os programas de criação de emprego, considerados essenciais pela ONU para que os povos afetados se recuperem e retomem um ritmo de vida normal. O maremoto de 26 de dezembro no Oceano Índico afetou 11 países do sudeste asiático e devastou comunidades inteiras em Indonésia, Índia, Sri Lanka e Tailândia, deixando mais de 280 mil mortos. A coordenadora das operações de resgate e reabilitação das regiões de desastre, Margareta Wahlstrom, pediu hoje aos governos que entreguem a ajuda prometida o mais rápido possível. Wahlstrom sustentou que construir casas e oportunidades de trabalho para as vítimas serão os dois assuntos de maior importância em um futuro próximo. "O que realmente fará diferença será o fato de que as pessoas possam voltar a trabalhar", disse a coordenadora, após insistir que deve ser evitado que a ajuda gere dependência, algo que "criaria um problema real a longo prazo". As piores conseqüências do maremoto aconteceram no norte da ilha indonésia de Sumatra, onde causou mais de 200 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos. No entanto, povoados inteiros em Sri Lanka, Índia, Tailândia, Maldivas, Seychelles e Somália (no leste da África) perderam suas casas e seus meios de sustentação. Em janeiro, a ONU fez um pedido de fundos de emergência no valor de 977 milhões de dólares, que seriam canalizados por suas agências especializadas e permitiriam o financiamento dos programas de ajuda mais urgentes nos seis meses seguintes à catástrofe natural. Mesmo existindo promessas de doações para cobrir a maior parte desse montante, a cota destinada concretamente aos programas de moradia e promoção de emprego "foi financiada em menos de 50%", disse Wahlstrom. Até o momento, os doadores fizeram promessas formais de 901 milhões de dólares, indicou uma fonte do Escritório de Assuntos Humanitários da organização. Os programas de geração de renda compreendem ações como a limpeza de escombros, para a qual podem ser contratados moradores das regiões devastadas. Além disso, são aceitos equipamentos para a pesca, que constituía a principal atividade geradora de renda em várias regiões afetadas.  

Deixe seu Comentário

Leia Também

SAÚDE
Quatro cidades recebem atendimento com programa ‘Cassems Itinerante’
EDUCAÇÃO
MEC divulga nesta terça o resultado da segunda chamada do ProUni
SIDROLÂNDIA
Defesa atesta insanidade e homem que matou esposa será internado
DOURADOS
Pregão para fornecimento de refeições no RU da UFGD será hoje
POLÍTICA
Câmara dos Deputados faz sessão para analisar MP do crédito rural
ANGÉLICA
Homem diz que estava indo matar rival ao ser preso com faca e revólver
TEMPO
Terça-feira de sol com aumento de nebulsidade em Dourados
CAPITAL
Pai que matou filho afogado também responderá por tentativa de homicídio
NOVO PADRÃO
Termina prazo extra para placa do Mercosul entrar em vigor no Brasil
PARAGUAI
Justiça solta 4 agentes penitenciários presos após fuga de 76 detentos

Mais Lidas

DOURADOS
Ferido com tiro no peito, entregador chega pilotando moto na UPA
DOURADOS
Líderes de motim que causou estragos na Unei são levados à delegacia
DOURADOS
VÍDEO: Internos 'batem grade' e queimam colchões em princípio de rebelião na Unei
FRONTEIRA
Festa termina com aniversariante e convidado assassinados por pistoleiros