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ONU ainda está dividida em declaração sobre clonagem

18 fevereiro 2005 - 15h08

Os diplomatas da ONU não conseguiram chegar a um acordo antes do prazo final, marcado para sexta-feira, para chegar a uma declaração sem compromisso que fará um apelo para que os governos de todo o mundo adotem leis sobre a clonagem de seres humanos e que sejam aceitáveis para os que são a favor e os contrários às pesquisas com células-tronco. A falta de consenso no comitê legal da Assembléia Geral da ONU significa que o painel deve aprovar com estreita margem uma proposta colocada pela Itália a qual os simpatizantes das pesquisas com células-tronco são contrários. Mas os defensores deste tipo de estudo argumentam que o texto, que depois deve ir para votação na Assembléia Geral de 191 nações, não afetará as pesquisas já que não há necessidade de comprometimento legal com o texto que for aprovado. "No momento estamos simplesmente lidando com uma declaração fraca, que não tem efeito político", disse um diplomata cujo governo é drasticamente favorável às pesquisas com células-tronco. "Isso obviamente não afetará os países que querem continuar com as pesquisas", acrescentou o diplomata que falou sob condição de anonimato. No centro das discussões que acontecem no comitê está a chamada clonagem terapêutica, na qual embriões humanos são clonados para obter as células usadas nos estudos e depois são descartados. Muitos cientistas afirmam que essa técnica é a esperança de cura para cerca de 100 mil pessoas que têm problemas como mal de Alzheimer, câncer, diabetes e lesões na coluna. Mas os Estados Unidos, a Costa Rica e outros governos argumentam que enxergam esse tipo de pesquisa, independentemente de seu propósito, como a tomada de uma vida humana. As atuais deliberações são um continuação da tentativa de um tratado global, que forçaria o comprometimento legal dos países, para proibir a clonagem humana. Estes esforços começaram em 2001. Esta tentativa fracassou quando o governo de George W. Bush tentou ampliar a proibição para todos os tipos de clonagem, incluindo a clonagem terapêutica. A campanha americana estava a todo vapor quando o comitê legal seguia bastante dividido, apesar de anos de debate. A Itália então decidiu propor que a Assembléia adotasse uma declaração que não exigisse o comprometimento legal dos países que pedisse aos governos que aprovassem leis que "proibissem qualquer tentativa de criar vida humana através de processos de clonagem e qualquer pesquisa que tenha como intenção esse objetivo". Enquanto os defensores das pesquisas com células-tronco embrionárias foram contra o termo vida humana, todas as partes concordaram que o texto pode ser a base para uma semana de negociações no comitê legal, que começaram na segunda-feira.

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