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Oficial conta que restos de Hitler foram destruídos só em 1970

12 dezembro 2009 - 16h26

Um tiro e a ingestão de cianureto selaram o destino de um dos personagens mais macabros da história moderna. O líder nazista Adolf Hitler suicidou-se em 30 de abril de 1945, dentro de seu bunker, em Berlim, acuado pelas forças soviéticas. Quase 65 anos depois, um alto oficial russo revelou o que foi feito do Führer: à exceção do crânio e da mandíbula, seus restos mortais foram incinerados e lançados no Rio Biederitz, perto da cidade de Magdeburg, no leste da Alemanha.

Em entrevista à agência de notícias russa Interfax, o tenente-general Vasily Khristoforov, chefe arquivista do Serviço de Segurança Federal de Moscou (FSB), também deu detalhes da chamada Operação Os Arquivos, levada a cabo em 4 de abril de 1970. Segundo ele, tudo começou em 13 de março daquele ano. O então chefe da KGB (o serviço secreto russo), Yuri Andropov, teria escrito uma carta ao Comitê Central do Partido Comunista soviético, recomendando que os corpos de Hitler, de sua mulher, Eva Braun, e da família de Joseph Goebbels (ministro da Propaganda do Terceiro Rech) fossem destruídos. O objetivo era impedir um culto de adoração ao túmulo do Führer por parte de fascistas.

Segundo Khristoforov, a ordem de Andropov teria sido expressa: “Remover e destruir os restos de criminosos de guerra, enterrados em Magdeburg em 21 de fevereiro de 1946, na Westendstrasse, perto da Quadra 36”. Dois documentos secretos confirmariam a execução da ordem, por parte de agentes da KGB, agência antecessora do FSB. Um dos atos descreve em detalhes como se deu a abertura da cova onde estavam enterrados os alvos da operação. “Os restos foram queimados em uma área vazia fora de Shoenebeck, a 11km de Magdeburg. As cinzas foram reunidas e lançadas no Rio Biederitz”, afirma o segundo documento.

Surpresa
Em Magdeburg, Adrian Dungert, estudante de gerenciamento internacional pela Universidade Otto-von-Guericke, demonstrou surpresa com a notícia de que o destino final de Hitler teria sido sua cidade natal. “Acho que isso não terá qualquer impacto sobre nossa região. É história… Não uma muito boa, mas é história e, além disso, Magdeburg não tem culpa alguma nisso”, afirmou ao Correio, pela internet. “Se os ossos de Hitler tiverem sido queimados, nunca teremos a possibilidade de encontrar qualquer coisa”, acrescentou o rapaz de 21 anos.

De acordo com registros históricos, os corpos dos Goebbels — Joseph, a mulher, Magda, e os seis filhos pequenos — foram descobertos pelos soviéticos em 2 de maio de 1945, nos jardins da Chancelaria do Reich. Três dias depois, o Exército Vermelho achou os restos do Führer e da mulher dentro de uma cratera, do lado de fora do bunker. Hitler e Braun foram novamente enterrados, em junho, na cidade de Rathenau, antes do traslado para Magdeburg.

Khristoforov assegura que o crânio e a mandíbula do líder nazista estão nos arquivos do FSB. Nicholas Bellantoni, arqueólogo do estado de Connecticut, afirmou ao Correio concordar com a tese russa. “A necropsia foi feita e eles identificaram Hitler pela arcada dentária. O Führer tinha uma dentição ruim e os russos tiraram radiografias dos dentes”, contou o especialista, que examinou o crânio. “Era de uma mulher, talvez Eva Braun”, explicou. E conclui: “Hitler foi incinerado”.

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