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O Índio é um Cidadão?

09 janeiro 2004 - 14h53

                  O agronegócio tem dado um show de patriotismo, competência, produtividade e geração de empregos que já é notado e sentido no dia a dia por toda a sociedade brasileira.                  Recordes de produção, exportação e  de saldos positivos na balança comercial tem sido quebrados constantemente nos últimos anos.                   O setor responde hoje por 37% do total de empregos gerados no país, 27 % do PIB e 42% das exportações brasileiras.                  Para o ano que se inicia as previsões são as melhores possíveis em todos os setores relacionados ao agronegócio.                   Por outro lado temos assistido a um sem número de invasões de propriedades rurais, principalmente as produtivas, localizadas próximo às cidades e às rodovias, tanto pelos chamados “Sem Terra” como por Índios.                  Mato Grosso do Sul, possui o maior rebanho de gado de corte do país com 23 milhões de cabeças, abate 3,5 milhões de cabeças/ano, é responsável por 40% das exportações brasileiras de carne, é o 3º maior produtor de trigo, o 4º maior produtor de soja e algodão, além de grande produtor de carvão vegetal, eucalipto, erva mate e madeira para papel e celulose.                   Mesmo com toda esta competência, nos últimos 15 dias, o estado teve 12 propriedades invadidas por índios, quase uma por dia.                  Durante as invasões ocorreram seqüestros de produtores e jornalistas, saques, abate de animais, destruição e roubo de utensílios domésticos dos funcionários, agressão e humilhação dos mesmos e tantas outras coisas que só quem passou por isso pode descrever.                  Índios saíram de diversos municípios do estado e, transportados por ônibus foram engrossar as fileiras dos invasores.                  Outros vieram do Paraguai pois o município onde ocorreram as invasões é próximo à divisa dos dois países.                  Dizem que índio não reconhece divisas territoriais de estados ou países e de acordo com as leis vigentes no país são juridicamente incapazes e devem ser mantidos sob a tutela do estado.                                              Sendo de competência do governo federal, a justiça e a polícia estadual não se envolvem quando o assunto é índio.                                   As propriedades invadidas são, em sua grande maioria pequenas e médias propriedades com área média de 300 hectares e a maioria destes pequenos produtores residem no próprio local de onde foram desalojados, não tendo acesso à justiça federal.                   Assim, a quem o produtor invadido deve recorrer?                  Nenhum país colonizado após o Século XIV o fez sem se apossar de terras que antes eram de populações nativas, sejam índios, aborígenes ou outros. Que o digam os Estados Unidos e a Austrália.                  Se um índio comete um crime, nada se pode fazer, entretanto, os índios podem votar, ter RG, CPF, carteira nacional de habilitação, enfim, tem os mesmos direitos de um cidadão  comum mas nenhuma de nossas obrigações.                     A hipocrisia está dominando este relacionamento poder público/índio a tal ponto que não sabemos mais se este é ou não um cidadão.                            Até quando ?                  Até quando permitiremos que antropólogos e missionários religiosos se infiltrem em nossas populações indígenas sem sabermos exatamente o que estão dizendo, fazendo e quais seus reais interesses?                  Até quando vamos permitir que antropólogos estrangeiros venham em nosso país determinar o que é e o que não é terra indígena?                  Cabe aqui um questionamento de qual o real interesse de quem está por trás, incita os índios e patrocina os meios de transporte para essas invasões.                  Movimento Nacional de ProdutoresJoão Bosco LealPresidente  

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