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Nobel da Paz pede julgamento para Saddam e EUA

17 janeiro 2004 - 17h20

A advogada iraniana Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz em 2003, pediu hoje em Mumbai que o ex-ditador iraquiano sente no banco dos réus do Tribunal Penal Internacional (TPI), mas também pediu o julgamento dos Estados Unidos e dos governos europeus que venderam armas ao antigo regime do Iraque. "Devemos enviar Saddam Hussein ao TPI pelos crimes que cometeu contra sua própria nação, mas também contra a minha", declarou Ebadi no Fórum Social Mundial (FSM), em uma mesa redonda que debateu a impunidade. "Saddam Hussein utilizou armas químicas contra seu próprio povo, e também contra soldados iranianos, e deve ser punido", afirmou a Prêmio Nobel da Paz-2003. "Porém, os Estados Unidos e os governos europeus colaboraram com ele. Venderam armas químicas. Saddam Hussein não teria condições de fazer o que fez sem a colaboração desses governos", declarou. "Todos os governos que venderam armas a Saddam são responsáveis e devem ser levados ao banco dos réus do Tribunal Penal Internacional", insistiu Ebadi. Ela também exigiu que os Estados Unidos e os governos que colaboraram com Saddam Hussein paguem indenizações financeiras pelos imensos custos em vidas humanas e pela destruição que provocaram. "Têm que ser obrigados a pagar", concluiu Ebadi, uma das personalidades que participou da cerimônia de abertura, sexta-feira, da gigantesca reunião de organizações da sociedade civil, provenientes de 130 países. Em seu primeiro discurso no FSM, a Prêmio Nobel da Paz fez jus ao lema do evento: "Um outro mundo é possível". "Estamos aqui para construir outro mundo", declarou Ebadi, que considera a ocupação do Iraque pelas tropas americanas um dos principais temas do Fórum de Mumbai. Assim como o FSM do ano passado, celebrado em Porto Alegre em janeiro de 2003, foi dominado pela oposição à guerra no Iraque, que começou dois meses depois, o encontro de 2004 do movimento antiglobalização está centrado na rejeição à política praticada por Washington. "Um dos temas mais importantes do Fórum é o Iraque", afirmou Ebadi em uma entrevista à AFP. "Os Estados Unidos, alegando falta de democracia, atacaram o Iraque, mas a democracia não pode ser exportada. Não podem exportar os direitos humanos com bombas", disse. "Existem muitos países sem democracia, mas eles não os atacam porque estes não possuem petróleo", concluiu a Prêmio Nobel iraniana.

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