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Musical mostra ascensão e queda de Maradona

12 janeiro 2004 - 09h52

Uma cena com drogas, suor e lágrimas marcou a estréia no sábado de um musical que narra a turbulenta trajetória, mostrando a ascensão e queda, do astro do futebol argentino Diego Maradona. Uma história que conta sobre um jovem pobre, que morava em uma cidadezinha de seu país natal e se tornou celebridade, ao conquistar a Copa do Mundo de 1986. Pessoas que assistiram ao musical, em Buenos Aires, disseram estar chocadas com o tratamento franco como se mostrou o lado mais obscuro de Maradona. Uma mistura de realidade e ficção com orgias, brigas violentas com paparazzi e desavenças com todos, desde o príncipe Charles até um presidente corrupto argentino. O astro de 43 anos, aposentado, que passou os últimos quatro anos em Cuba recuperando-se de uma overdose, não apareceu na noite de abertura. Produtores disseram que ele já havia aprovado o projeto e receberá parte do lucro da peça. Nos primeiros 10 minutos, o espetáculo lidou com um tema tocante: um jovem Maradona fictício, com ares de auto-confiança em uma festa em Paris, é abordado por uma bela mulher que lhe abre uma pequena caixa prateada. "Quer um pouco?", ela murmura, confiando a caixa a ele. "Um pouco de quê?", pergunta Maradona inocentemente. Em outra cena, Maradona se ajoelha em um campo brilhante e, enquanto algumas lágrimas escorrem, ele pergunta a Deus: "De que adianta ser o melhor jogador do mundo se não me sinto feliz?". Alguns dos presentes afirmaram que o show fez Maradona parecer muito mais uma vítima indefesa de cartolas inescrupulosos do futebol. "Eles fizeram um conto de fadas", disse um tablóide que acompanhou a vida de Maradona por muitos anos. "Diego nunca diria algo assim. Eles inventaram isso para que ele parecesse um anjo." Segundo a produção do show, o investimento para viabilizá-lo foi por volta de US$ 350 mil, mais os direitos de divulgação. Produtores afirmaram ainda que uma produtora inglesa estaria negociando para obter os direitos de apresentar o show no leste europeu. "Acho incrível o que acontece com pessoas quando elas nascem pobres e se tornam imensamente ricas", disse Franklin Caicedo ao jornal argentino Clarín. Ele interpreta uma versão octagenária de Maradona no futuro, já amargurado e sozinho.

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