Menu
Busca quarta, 05 de agosto de 2020
(67) 99659-5905
SAÚDE

Mulheres e crianças infectadas por Zika desenvolvem imunidade ao vírus

05 outubro 2019 - 18h00Por Agência Brasil

Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que mulheres e crianças que já foram infectadas pelo vírus Zika podem desenvolver imunidade à doença. Os pesquisadores detectaram que 80% dos 100 pacientes analisados ficaram imunes depois de serem submetidos à infecção.

As crianças nasceram em 2016 e vêm sendo acompanhadas desde então junto às mães pela UFF e pela Fiocruz. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Luzia Maria de Oliveira Pinto, a partir de 2018, elas começaram a ter o sangue coletado e analisado para entender a resposta do sistema imunológico delas a uma nova exposição ao vírus.

“A gente começou a avaliar o sangue tanto das mães quanto das crianças para entender um pouco da imunidade delas, ou seja, para entender se, um dia, caso essas pessoas reencontrem o vírus, elas teriam a capacidade de responder a esse vírus e não ficar mais doente, ou seja, adquirindo a imunidade”.

Segundo ela, participam do estudo 50 mães e 50 crianças infectadas pelo Zika e o resultado foi de 80% de imunidade em ambos os casos.

Além do acompanhamento laboratorial desses 100 pacientes, a UFF também faz o acompanhamento clínico de mais de 260 crianças infectadas pelo vírus que nasceram na região de Niterói. O objetivo, segundo a pesquisadora da UFF Claudete Araújo Cardoso, é verificar se elas desenvolvem alguma doença ou complicação ao longo dos cinco primeiros anos de vida.

Nesse acompanhamento, os pesquisadores verificaram, por exemplo, que alguns bebês que nasceram aparentemente saudáveis desenvolveram um quadro de microcefalia de três a seis meses após o parto. Claudete explica que o fenômeno já havia sido constatado em 13 crianças do Nordeste e foi confirmado agora em seis crianças que estão sendo acompanhadas pela UFF.

“Elas nasceram com perímetro cefálico normal, mas, por ação do vírus, o cérebro da criança para de crescer e de se desenvolver. Esse é um alerta que a gente passa para a população: se nasceu durante uma epidemia ou a mãe teve manchas na pele durante a gravidez, tem que ser feito um acompanhamento criterioso na rede básica, no posto de saúde”, disse.

Deixe seu Comentário

Leia Também

MATO GROSSO DO SUL
TJ nega recurso de condenado por furto de fios de residência
DESCAMINHO
Produtos paraguaios avaliados em R$ 120 mil são apreendidos em Vila Vargas
DOURADOS
Guardas capturam foragido da justiça próximo a residenciais de luxo
ELEIÇÕES 2020
Votação deve ser estendida em pelo menos uma hora
DOURADOS
Comércio funcionará até mais tarde na véspera do Dia dos Pais
INFORME PUBLICITÁRIO
Dica Olhar Mais: como reconhecer os problemas de visão mais comuns?
ECONOMIA
Metade dos itens da cesta básica apresentam variação acima de 100% em Dourados
MS-156
Morador de Juti é flagrado trasportando maconha e ‘skunk' em ônibus
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Projeto proíbe a divulgação de CPF nas contas de água e luz em MS
DOURADOS
Polícia prende mulher acusada de atrair vítima em 'golpe do falso frete'

Mais Lidas

DOURADOS
Peladão: Homem é detido após armar confusão em motel e quebrar vários quartos
DOURADOS
Condutor de veículo que atropelou ciclista e fugiu sem prestar socorro é identificado
POLÍCIA
Duas mulheres são presas por estelionato em Dourados
TRAGÉDIA
Mulher que morreu em acidente na BR-463 em Ponta Porã tinha 27 anos