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Mulheres diversificam uso da mandioca no Vale do Ivinhema

31 julho 2006 - 11h04

Um grupo de mulheres do Clube de Mães da Gleba Ouro Verde, no Vale do Ivinhema, pretende agregar valor à mandioca diversificando o uso do produto para produzir sequilhos e biscoitos. Na semana passada, elas se reuniram no Centro Comunitário para discutir as possibilidades de produção e comercialização do produto. Segundo o consultor do Sebrae em Mato Grosso do Sul, Paulo do Valle, o grupo pretende utilizar a vocação produtiva do lugar como alternativa de geração de emprego e renda. “Com o conhecimento que essas senhoras têm, elas podem estabelecer uma nova realidade econômica e social para a região utilizando a mandioca como matéria-prima”.  Uma das principais queixas dos produtores da agricultura familiar na região é a falta de atividades econômicas que possam gerar emprego e renda para os moradores. “O trabalho na agricultura não absorve toda a mão-de-obra existente, fazendo com que os filhos saiam de casa para buscar trabalho em outras cidades, e que as mulheres fiquem mais ociosas cuidando apenas das tarefas domésticas sem ter renda”, explica Paulo.  A possibilidade de implantação de uma unidade de produção de polvilho azedo na Gleba Ouro Verde, despertou nas mulheres do grupo o interresse de criar uma empresa comunitária aproveitando a matéria-prima disponível na região, como forma de gerar renda e ajudar no orçamento familiar. Durante a reunião realizada na semana passada, elas discutiram com o consultor as possibilidades de produção e comercialização de subprodutos derivados da mandioca, como o pão de queijo, sequilhos e biscoitos, além de frutas secas e produtos derivados do leite. A agricultora Maria Salete Blaemer de Oliveira diz que já faz algum tempo que o grupo tem a idéia de montar alguma coisa para complementar o orçamento, mas sem orientação fica difícil começar um negócio. “Nós já moramos aqui há 30 anos, têm muitas famílias na área rural que precisam desenvolver uma atividade paralela ao cultivo da mandioca ou de outra cultura, porque de acordo com o que plantamos, às vezes ficamos o ano todo sem ter uma renda”. Maria Salete comenta que por falta de oportunidades dois filhos tiveram que mudar para a cidade em busca de um emprego. “Esperamos que o nosso negócio possa dar certo e que outras famílias sejam beneficiadas e que em breve nossos filhos não precisem sair de casa para encontrar trabalho”.   

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