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Mulher é descoberta ao tentar jogar filho no lixo

08 agosto 2006 - 15h04

A moradora de rua Deisi Marili de Oliveira, 31 anos, tentou jogar na lata do lixo o menino que acabara de dar à luz sozinha em Santa Catarina. O recém-nascido foi encontrado preso à mãe pelo cordão umbilical, de cabeça para baixo, na lixeira de um banheiro da rodoviária de Florianópolis, na manhã do domingo. Deisi, que tem outros seis filhos, estava dentro de um reservado no banheiro, sentada no vaso. Uma servente do terminal ouviu os gemidos e depois o choro da criança. Pediu ajuda para o fiscal da limpeza, que conseguiu convencer Deisi a abrir a porta do reservado. Depois, bombeiros levaram mãe e filho para a maternidade Carmela Dutra, no centro de Florianópolis. Na manhã de hoje, a moradora de rua foi levada para o Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina (IPQ), no bairro Colônia Santana, município de São José. O menino continua internado na maternidade Carmela Dutra e está sob responsabilidade do Conselho Tutelar de Florianópolis. Antes de ser internada no IPQ, Deisi prestou depoimento na Central de Polícia da capital. Segundo o delegado Acioni Souza Filho, responsável pelo caso, a moradora de rua não consegue entender o que está acontecendo. "Não diz nada com nada e as declarações (do depoimento) ficaram prejudicadas". Ainda de acordo com o delegado, ela deve ser autuada por abandono de incapazes e será pedido um exame de sanidade mental. Acioni conta que perguntou a Deisi porque colocou a criança na lixeira. "Onde que eu ia botar?" (sic). A coordenadora do projeto Abordagem de Rua, da prefeitura de Florianópolis, Irma Remor Silva, confirma a perturbação mental da mãe. "Perguntei a ela o que a gente podia fazer. Ela disse "não sei, a senhora que tem que me dizer"". O menino, que nasceu domingo, é o terceiro, dos sete que ela tem, a ficar com o Conselho Tutelar. Segundo Irma Remor, a moradora de rua tem quatro filhos de um primeiro casamento. Todos vivem com o pai. Outras duas meninas, mais novas, de 2 e 4 anos, moravam com ela até dezembro de 2005, quando teve de sair da casa alugada em que vivia com o pai das meninas. Ela foi morar na rua e deu as crianças ao conselho tutelar. Deisi é conhecida das assistentes sociais que trabalham com moradores de rua. Irmã Remor conta que há dois meses foi à rodoviária e por acaso encontrou Deisi no banheiro e chegou a perguntar se ela estava grávida. A resposta foi não. Foram feitas várias abordagens para levá-la para um abrigo, mas ela preferia ficar na rua.  

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