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MST programa mais um "abril vermellho"

29 março 2005 - 16h18

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) já está programando mais uma edição do abril vermelho, mês escolhido para intensificar as ocupações de terra e os protestos contra o governo. Para o dia 15 de abril, já está marcado um ato do MST na Praça da Sé. Em seguida, os trabalhadores rurais seguem para Goiânia, e no dia 17, iniciam uma grande marcha até Brasília.O ministro de Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, esteve hoje na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na Capital paulista, em uma mesa redonda com sindicalistas. Rossetto disse que o governo não vem fazendo mais nesta área porque os recursos são escassos. "Temos um problema real e público de recursos para este ano, pois o contingenciamento foi grande e estamos debatendo dentro do governo, com o objetivo claro de recuperarmos os recursos necessários para executar as nossas metas", reclamou.De acordo com dados da assessoria do ministro, do total de recursos previstos este ano para a obtenção de terras, de R$ 755 milhões, o governo contingenciou R$ 480 milhões. "É óbvio que isso cria problemas", reafirmou o ministro. Em relação ao abril vermelho, programado pelo MST, Rossetto disse que o governo continuará trabalhando com a mesma conduta. "Temos um programa de trabalho para realizar neste setor, e o País tem leis, regras e normas que todos devem respeitar. Paralelo a isso, existe um ambiente permanente de negociação", garantiu.O ministro não estava informado, até o início da tarde de hoje, da ocupação da estrada que dá acesso à hidrelétrica de Xingó, na divisa dos Estados de Sergipe e Alagoas. Mas destacou que a orientação do governo serve para todos os casos. Ou seja, apesar de o governo manter uma canal aberto de negociação, é preciso respeitar as leis e as normas.O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, e grande parte dos sindicalistas presentes, questionaram a falta de recursos para um segmento tão importante como o da reforma agrária. A CUT pretende, inclusive, realizar um debate sobre o tema. Além desta crítica, Marinho também fez um alerta sobre a divisão que começa a tomar conta dos movimentos sociais, sobretudo da luta pela terra. "Essa divisão mesquinha é inaceitável, temos de ter unidade e força para influenciar melhor todo este processo."Durante os debates na CUT, o ministro Rossetto disse que desconhece a meta pregada por alguns sindicalistas, de que o governo Lula assentaria em quatro anos um milhão de famílias. "O debate é legítimo, mas não existe esta proposta, trabalhamos com uma meta de 600 mil famílias para os quatro anos de governo", disse. De acordo com Rossetto, o governo Lula assentou em dois anos 117 mil famílias, e o desafio para este ano é assentar mais 115 mil.Ao justificar o número de assentamentos, muito inferior à meta estabelecida para os quatro anos de governo Lula, Rossetto disse que os problemas fundiários no Brasil são seculares, e aproveitou para alfinetar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, citando que a atual gestão herdou 90% dos assentamentos de terra sem energia elétrica, 80% sem acesso de estradas e 70% sem assistência técnica. "Pretendemos encerrar 2006 com a eletrificação rural nos assentamentos, e estamos tentando contornar os graves problemas de infra-estrutura", finalizou.  

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