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MPE desmancha esquema de agiotagem em Jardim

04 agosto 2006 - 09h08

 O MPE (Ministério Público Estadual) desarticulou ontem após denúncia anônima, o esquema de agiotagem praticado por dois pecuaristas no município de Jardim, distante 250 quilômetros de Campo Grande. Com a dupla foram apreendidas 791 lâminas cheques de vários valores, que somados superam a marca de R$ 1 milhão, cinco computadores e diversas anotações com nomes de clientes e os respectivos juros a serem cobrados.
A operação do MPE foi realizada na casa de dois pecuaristas, sendo que um deles possui uma farmácia em Jardim. Com um dos agiotas, cujo nome está sendo mantido em segredo, foram apreendidos dois computadores, 102 lâminas de cheque (com valor ainda não computado), agendas e anotações com nomes, telefones e informações sobre juros.
Com o outro pecuarista, identificado como Carlos Roberto Pereira, foram apreendidos três computadores, 689 lâminas de cheque (no valor de R$ 597 mil) e outras anotações de clientes. Na ação, Pereira foi preso em flagrante, pois, em sua casa, foram encontradas diversas munições para revólver calibre 38. Ele foi encaminhado para a delegacia da cidade, pagou a fiança e já está em liberdade, sendo que a arma não foi localizada na residência do agiota.
De acordo com o promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri, que acompanhou a investigação, os cheques, na maioria pré-datados e de vários municípios de Mato Grosso do Sul, são referentes a empréstimos e trocas de cheques recebidos pelos comerciantes locais. “Nem todos os cheques são referentes à agiotagem e a juros. A maioria dos comerciantes de Jardim têm o hábito de trocar os cheques pré-datados recebidos por clientes e por isso a quantidade de cheques é tão alto”, revelou o promotor que recebeu a denúncia.
A Polícia Civil deve fazer a perícia nos cinco computadores apreendidos durante investigação em cumprimento a mandados expedidos pelo juiz Wilson Leite Corrêa. Conforme o promotor, o envolvimento da dupla no crime de agiotagem está sendo investigado, mas as evidências são claras. “Não tem como negar que eles eram agiotas, o número de cheques é muito alto. Mas alguns donos de cheque serão interrogados para comprovar a participação da dupla na agiotagem”, revelou, completando que a pena prevista para o crime de agiotagem varia de seis meses a dois anos de prisão.

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