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MP denuncia major da PM por privilégio a preso da Phac

16 agosto 2006 - 09h17

O MPE (Ministério Público Estadual) denunciou à Justiça no dia 13 de agosto, o major da PM (Polícia Militar) Paulo Gilberto de Lira por prevaricação. Atualmente subcomandante do BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Coxim, Lira é acusado de conceder privilégios ao detento do PHAC (Presídio Harry Amorim Costa), em Dourados, Erci Leão de Souza, quando ele era comandante da Companhia de Guarda e Escolta da PM no município.Após três meses no comando da Companhia, o oficial teria descoberto que Souza estava preso no PHAC, iniciando um tratamento diferenciado dos demais detentos, já que ambos eram amigos de infância e estudaram juntos.O oficial teria conseguido com o diretor da unidade penitenciária a transferência de Souza para o prédio da Companhia, mesmo não sendo o local um estabelecimento penal, alegando que o condenado iria prestar serviços no local.Lira ainda teria utilizado um Gol de propriedade do detento, fazia negócios em nome dele e por diversas vezes teria levado Souza, sem consentimento das autoridades competentes e sem algemas, para a área urbana de Dourados, onde o preso teria comprado uma casa e uma caminhonete F-250 “usada incondicionalmente pelo denunciado”, como consta na denúncia apresentada à Auditoria Militar.Conforme a denúncia, aceita pelo juiz Alexandre Antunes da Silva, o então comandante da Companhia de Guarda também teria levado o preso a Itaquiraí para que comprasse algumas terras, o que não se concretizou, e para Itaporã.Consta também que o oficial “levou o detento até a casa de uma amiga para conhecer uma mulher com quem poderia se relacionar, bem como em outra oportunidade convidou o declarante para ir até uma casa de prostituição, sendo que o detento se recusou”.A denúncia do promotor da Auditoria Militar, Gerardo Eriberto de Morais, é baseada nos relatos de Souza ao juiz corregedor de Dourados, Celso Antônio Schuch Santos, no dia 21 de março de 2006. A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que a Instituição só vai se pronunciar após a decisão da Justiça. O acusado disse que não foi informado sobre a denúncia e não iria comentar.Preso - Souza era fiscal tributário e matou com seis tiros Sander Mendonça Freitas, 35 anos, em Aparecida do Taboado no ano de 2000. O funcionário público mantinha um relacionamento amoroso com a esposa da vítima.

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