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Ministério define novos critérios para transplante de fígado

26 março 2005 - 17h56

Pacientes com doenças hepáticas mais graves terão privilégio na fila de espera por um transplante, conforme decisão aprovada pela Câmara Técnica do Fígado do ministério da Saúde nesta quinta-feira ( 24 ). A mudança deve entrar em vigor em até dois meses.
A norma atual, válida desde 1998, baseia-se no critério cronológico, dando prioridade aos pacientes que estão na fila há mais tempo. Segundo a assessoria de imprensa do ministério da Saúde, a decisão teve como base o resultado de uma pesquisa feita pelo próprio órgão, na qual comprovou-se que 61% dos pacientes na fila têm um quadro clínico precoce e a cirurgia seria mais perigosa que a doença.
De acordo com o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes, Roberto Schlindwein, a mudança favorece o critério de expectativa de vida do doente. "É como ocorre em qualquer pronto-socorro. É o mais racional e ético a se fazer", argumenta. Segundo a assessoria do ministério, a decisão sobre a gravidade da doença não será determinada de forma aleatória.
 O paciente fará um exame de sangue que determina a possibilidade de morte em um prazo de três meses. Schlindwein destaca que existem mais de 6 mil pessoas na fila por um transplante de fígado, e a espera pode chegar a três anos. "Se descontarmos os 61% que não precisam do transplante, esse número cai para 2.300 e o tempo de espera reduz significativamente", analisa.
O coordenador lembra que cerca de 1% de pacientes, em estado muito grave, já passaram do tempo de receber o transplante e poderiam sair da fila. O técnico em enfermagem Jailson Portela convive com doentes hepáticos no Hospital das Clínicas (SP) há 3 anos.
Ele acredita que a medida é positiva, mas faz ressalvas. "Isso só dará certo se os pacientes tiverem um prognóstivo positivo. Ou seja, tenham reais possibilidades de sobreviver após o tranplante. Mas, mesmo assim, acredito que esta seja uma luz no fim do túnel para muita gente", revela. A aposentada Nazaré Toledo, de 63 anos, concorda com a opinião de Portela.
Ela trata um tumor no fígado há um ano e acredita que será beneficiada com a medida. "Estou na situação de risco, mas sei que ainda agüento uma cirurgia. Estou pronta para o transplante. Com ele, poderei criar minhas netas e, quem sabe, conhecer meus bisnetos", almeja.

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