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Líbano enviará 15 mil soldados para o sul do país

07 agosto 2006 - 14h38

O governo do Líbano, que inclui dois ministros do grupo terrorista Hizbollah, decidiu nesta segunda-feira enviar 15 mil soldados para o sul do país assim que as tropas de Israel se retirem da região.

O Exército libanês já havia convocado hoje reservistas antes do anúncio oficial do plano de enviar militares para a principal região do conflito.

A medida, que já havia sendo exigida pela comunidade internacional, foi divulgada pelo ministro de Informação, Ghazi Aridi, após uma reunião extraordinária do gabinete ministerial.

"O governo dá ênfase à sua disposição de enviar uma força do Exército libanês com 15 mil homens que estarão de prontidão assim que as forças israelenses se retirarem para trás da linha azul", informou o gabinete no comunicado lido por Aridi.

O Exército israelense emitiu um alerta nesta segunda-feira para que a população do sul do Líbano não saia às ruas depois das 22h (hora local), enquanto aviões de Israel intensificaram ataques aéreos e realizaram uma nova incursão no sul do território libanês, deixando ao menos 28 pessoas mortas.

"Qualquer um que esteja fora depois desta hora está sob alto risco", disse o comunicado das Forças Armadas israelenses, explicando ainda que a medida visa identificar pessoas que estejam envolvidas com o lançamento de foguetes.

A advertência se estende ao território ao sul do rio Litani, a cerca de 20 km ao norte da fronteira de Israel. O informe não indica, no entanto, de que maneira o alerta chegará à população e nem qual a duração da advertência.

O grupo terrorista libanês Hizbollah matou hoje ao menos três soldados israelenses no sul do Líbano.

Dois soldados foram mortos com mísseis anti-tanque na região de Bint Jbeil, um bastião do Hizbollah, a cerca de três quilômetros da fronteira, que tem sido palco de alguns dos mais intensos combates nas quase quatro semanas de conflito.

Poucas horas antes, um terceiro militar morreu em um tiroteio na cidade de Tiro, de acordo com o Exército de Israel.

Ao menos 28 libaneses foram mortos nesta segunda-feira em bombardeios em várias partes do país, segundo autoridades da segurança e equipes de resgate.

As regiões atingidas vão desde áreas próximas da fronteira israelense até Beirute. Um ataque israelense nos subúrbios do sul da Beirute matou nesta segunda-feira ao menos cinco pessoas, segundo a polícia libanesa.

Emissoras de televisão locais mostraram equipes de resgate tentando retirar sobreviventes de um prédio destruído por um ataque israelense em Chiah, uma área predominantemente xiita onde o apoio ao Hizbollah é grande.

Autoridades da segurança libanesa afirmaram que a artilharia naval israelense disparou contra bairros do sul de Beirute a partir de navios na costa do mar Mediterrâneo, onde eles também estão reforçando o bloqueio marítimo.

No início desta segunda-feira, aviões de Israel atingiram intensamente o distrito, área de influência do Hizbollah cuja maior parte está em ruínas.

O premiê libanês, Fouad Siniora, corrigiu publicamente nesta segunda-feira informação de que um ataque de Israel ao vilarejo libanês de Houla tinha deixado 40 mortos. Na verdade, houve apenas uma morte.

"Agora sabemos que morreu apenas uma pessoa. Pensávamos que todos tivessem morrido quando a construção desabou. Graças a Deus se salvaram", disse Siniora a lideranças árabes reunidas em Beirute.

Após o ataque de Israel àquela região, equipes de resgate conseguiram retirar 65 pessoas com vida sob os escombros.

Declarações precipitadas de ambos os governos, Líbano e Israel, têm causado informações desencontradas e controversas. Em outras ocasiões, o total de vítimas de ataques também foi reduzido. Na última sexta-feira (4), após ataques do grupo terrorista Hizbollah, Israel informara a morte de nove soldados e quatro civis. Mais tarde, o total foi reduzido para três soldados e três civis.

Na semana passada, a ONG Human Rights Watch (HRW) também reduziu o número de mortos de um ataque israelense à cidade de Qana (sul do Líbano), de 56 para 28 vítimas, com base em informações de fontes médicas, sobreviventes e grupos de ajuda, entre outros. O governo libanês ainda mantém o número original.

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