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Industrias evitam contrato de opção privada de milho

01 fevereiro 2005 - 13h32

A salvação da lavoura do milho não vai ser o contrato de opção privada, segundo analistas de mercado. O novo mecanismo deveria ser lançado em fevereiro para estimular o plantio da safrinha. Mas, mesmo com a previsão de o regulamento ser publicado amanhã no Diário Oficial da União, ainda não há movimentação das indústrias.
 A estimativa de consultorias é de que haverá redução na área cultivada na segunda safra, devido aos preços baixos. Procurados, os principais frigoríficos de aves e suínos não informaram se vão lançar as opções.
O mecanismo permite que as indústrias lancem os contratos para compra futura, recebendo um subsídio do governo, mediante a garantia de um preço mínimo ao agricultor. A proposta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento era que fossem lançadas opções para 5 milhões de toneladas, que abrangeriam a comercialização das duas safras de milho. Se isso não ocorrer, o governo terá de entrar no mercado.
Mas o orçamento está enxuto: R$ 527 milhões para todos os grãos. "Estamos preocupados com o abastecimento, pois o estoque ao final do ano será de 8% do consumo - considerado baixo -, se não ocorrer frustração de safra no Rio Grande do Sul, devido à seca", diz Ivan Wedekin, secretário de Política Agrícola do ministério.
Nos últimos dias, há um esforço do governo, em reuniões com o setor, para convencê-los da necessidade do apoio. "Não é a primeira vez que o governo tenta fazer com que o setor privado dê sustentação ao preço, o que seria a solução", diz Vania Guimarães, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Para o consultor Carlos Cogo, com as perspectivas de preços baixos da commodity, a sinalização deveria vir do governo e não da iniciativa privada.
 No entanto, assim como as Cédulas de Produto Rural (CPRs) lançadas em 1994, ele acredita que os contratos privados vão deslanchar, mas não agora. "É um instrumento para ser lançado em momento que não se precisa dele", avalia. "Por enquanto, as indústrias estão em posição confortável de abastecimento, sem interesse", diz Daniel Dias, analista da FNP Consultoria.
Além disso, ele não acredita que o produtor vai se estimular com as opções, quando está plantando com preços baixos. "No prejuízo, nenhum agricultor vai querer cultivar", afirma. Mas os produtores acham que será necessária alguma intervenção. Em Goiás, o custo de produção está orçado em R$ 16,20 a saca, para uma comercialização de R$ 13.
"Se não for lucrativo para os dois lados da cadeia, não vão ocorrer leilões e aí, entra o governo", diz o assessor técnico da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Pedro Arantes.
No Paraná, as primeiras estimativas indicam redução de área de até 20%, segundo dados da Organização da Cooperativas (Ocepar). "Há pouco interesse do setor, a indústria não vai querer correr riscos", acredita Robson Mafioletti, assessor da Ocepar.

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