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Índios bolivianos ameaçam gasoduto da Petrobras

17 agosto 2006 - 07h22

Um grupo de cerca de 100 índios guaranis sitiou há dois dias uma estação do gasoduto da companhia Transierra, no leste da Bolívia, e deu prazo até esta quinta-feira para que a empresa atenda ao seu pedido de compensação. Eles ameaçam invadir a estação e fechar as válvulas do gasoduto.A Transierra é uma sociedade formada pela Petrobras, pela hispano-argentina Repsol YPF e pela francesa Totalfinaelf. A Petrobras possui participação de 44,5%. A sociedade administra o gasoduto Yacuiba-Rio Grande, de 432 quilômetros de extensão e capacidade de transportar de 11 milhões de metros cúbicos por dia.A Estação Operacional de Parapetí, localizada no município de Charagua, no Departamento de Santa Cruz, foi sitiada por integrantes de comunidades filiadas à APG (Assembléia do Povo Guarani), confirmou um boletim da companhia.O presidente da APG, Wilson Changaray, disse que a empresa não cumpriu o compromisso, assinado no ano passado, de executar um Plano de Desenvolvimento Indígena pelos próximos 20 anos.Ele afirmou que a administração do projeto deveria ser compartilhada, mas disse que, como a Transierra "não fez a sua parte", os guaranis querem o depósito dos recursos numa conta bancária.Segundo a Transierra, sua participação no plano de desenvolvimento chega a US$ 9 milhões nos 20 anos previstos no acordo. "A empresa cumpriu, cumpre e cumprirá os compromissos assumidos com todas as comunidades localizadas na área de influência" do gasoduto, disse em comunicado."Se não houver soluções, tomaremos outras medidas", avisou o líder guarani. Ele sugeriu a possibilidade de invadir a estação de Parapetí e fechar as válvulas do gasoduto, bloqueando a ligação com o norte da Argentina.O comunicado da empresa afirma que, apesar da presença dos índios, as operações continuam normalmente.A Transierra afirma que pagou pelo uso das terras ao longo dos 432 quilômetros do gasoduto, tanto a proprietários privados quanto aos habitantes das terras comunitárias de origem.O acordo com a APG prevê "a implementação de programas e projetos, mediante administração conjunta, com uma contribuição anual média de US$ 450 mil", segundo a empresa, que argumenta que os valores "serão depositados com o tempo, de acordo com o desenvolvimento da operação" do gasoduto.

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