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Índice de evasão de curso da UEMS foi 3 vezes menor que taxa nacional

01 junho 2011 - 11h47

Uma pesquisa que teve como objeto de estudo o Curso Normal Superior da UEMS, revelou um expressivo índice de aprovação dos alunos do curso, superior a 80%, e uma taxa de evasão mínima, de 5%. A baixa evasão chama atenção, se comparada a um estudo recente realizado pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior em São Paulo (Semesp) que aponta o índice de evasão no ensino superior brasileiro na casa dos 15%.

Os dados sobre o curso da UEMS foram apresentados na dissertação “Curso Normal Superior: para que e para quem?”, defendida na última semana pela pesquisadora Nilva Celestrino Rocha Narcizo em sua conclusão do Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Além dos índice de aprovação e evasão que mostram, segundo Nilva, a eficiência do processo educativo oferecido pelo curso, a pesquisadora identificou ainda que aqueles que concluíram o Normal Superior, no polo de Dourados, foram além do aperfeiçoamento de suas práticas pedagógicas. “Estes profissionais vêm reconstruindo suas trajetórias na carreira docente por meio das reflexões que os conduzem a uma visão mais ampla da escola, do processo educativo e da sociedade, induzindo-os à busca de melhorias da carreira docente e a realização para as mudanças em nível de ideias e de práticas”, analisa Nilva.

O Curso Normal Superior na UEMS

O programa do curso Normal Superior da UEMS foi criado em 2000 para qualificar professores que já atuavam na rede pública de educação básica. Até então, a formação exigida para os professores das séries iniciais era o magistério, situação modificada pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que tornou necessária a formação universitária para esses profissionais.

Para atender de forma eficiente aos professores de todo o Estado, o curso foi organizado em torno de dois polos de ensino. O polo de Dourados se encarregou de atender toda a região da grande Dourados e as cidades situadas ao sul do Estado. Já o polo de Campo Grande ficou com as regiões central e norte de MS, com turmas oferecidas nas cidades de Aquidauana, Jardim, Paranaíba, Cassilândia e Coxim. “O objetivo foi dar condições para que todos os professores do Estado tivessem acesso à formação”, diz a gerente da UEMS em Campo Grande, Celi Corrêa.

A última formatura no curso foi realizada em Campo Grande no início desse ano. Ao longo de 10 anos, aproximadamente dois mil professores conquistaram esta formação universitária. “O curso foi fundamental para Mato Grosso do Sul porque elevou consideravelmente a qualidade da educação básica”, analisa Eliza Cesco, do escritório de representação da UEMS em Campo Grande.

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