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Greenpeace alerta sobre substâncias perigosas nos perfumes

11 fevereiro 2005 - 09h27

Vários perfumes de marcas mundialmente famosas e de prestígio contêm substâncias químicas perigosas para a saúde, segundo um relatório do Greenpeace hoje pouco antes do dia de São Valentim, dia dos namorados em alguns países.
 "Ao presentear com um perfume no dia de São Valentim queremos expressar nosso amor, e não colocar em risco a saúde de nosso parceiro", alerta Yannick Vicaire, responsável pela campanha de produtos tóxicos do Greenpeace na França. O relatório, chamado "Um perfume de escândalo", apresenta os resultados da análise de 36 perfumes famosos e mostra a presença de substâncias químicas fabricadas pelo homem, especialmente éter de ftaleína e almíscar de síntese.
Trata-se de substâncias persistentes que são suspeitas de entrar no corpo com efeitos graves para a saúde a longo prazo. "Os perfumes, objetos glamourosos de sedução por excelência, são paradoxalmente suscetíveis de causar perturbações endócrinas em seus consumidores freqüentes por causa das substâncias perigosas que contêm e que se acumulam no corpo humano", explica Vicaire no site da organização.
 Para o Greenpeace, a legislação atual "é insuficiente e não nos protege da exposição às substâncias químicas que existem nos cosméticos e em muitos outros produtos de consumo habitual". As análises detectaram a presença de substâncias perigosas em quase todos os produtos analisados, como grandes quantidades de dietileno de ftaleína (DEP) em dois perfumes usados particularmente pelos jovens, de Calvin Klein e Jean-Paul Gautier, segundo o Greenpeace.
A organização diz que vários estudos provaram que o DEP penetra rapidamente na pele e se dispersa pelo corpo após cada exposição, e depois se transforma em monoetileno de ftaleína, molécula suspeita de danificar o DNA dos espermatozóides e limitar a capacidade pulmonar humana. Além disso, fortes quantidades de almíscar de síntese foram encontrados em outros dois famosos perfumes de Cartier e The Body Shop, diz o relatório.
Estas substâncias podem se acumular nos tecidos vivos e estudos recentes demonstraram que algumas delas interferem no sistema de comunicação hormonal dos peixes, anfíbios e mamíferos, alerta a ONG.

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