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Governo amplia ações de planejamento familiar na rede pública

09 fevereiro 2005 - 09h56

Brasília - O Ministério da Saúde prepara uma proposta de ações de planejamento familiar na rede pública de saúde. A idéia do ministério é que o Sistema Único de Saúde (SUS) possa atender a quase 60 milhões de mulheres em idade fértil, oferecendo tanto métodos contraceptivos quanto tratamentos de reprodução assistida.
Ampliar a oferta de métodos anticoncepcionais reversíveis e oferecer atenção em reprodução humana assistida são algumas dessas ações. Os municípios com mais de 50 mil habitantes, por exemplo, devem receber kits com pelo menos quatro métodos contraceptivos. "Queremos cobrir 100% da necessidade até 2006", diz Maria José Oliveira, coordenadora da área de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde.
Atualmente, apenas clínicas particulares e algumas universidades federais do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Rio Grande do Sul, além do Hospital Regional de Brasília, oferecem tratamento pelo SUS para famílias que não conseguem ter filhos.
A inseminação artificial, por exemplo, pode custar até R$ 3 mil, além dos medicamentos. Para a médica Maria do Carmo Borges, responsável pela unidade de reprodução da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a dificuldade de ter filhos é uma questão de saúde pública. Só no ano passado, a unidade antendeu 2.700 consultas. "É um movimento expressivo no hospital", diz. Ela acredita que possam existir até 7 milhões de pessoas inférteis no Brasil.
 Maria do Carmo alerta que, ainda que a proposta do SUS venha em boa hora, as filas para tratamento devem aumentar. Hoje, para conseguir a primeira consulta e chegar ao setor específico do tratamento, na UFRJ, pode levar até um ano, segundo a médica. "A fila provavelmente vai aumentar. Isso é um espelho do que acontece no Brasil", lamenta.
Mércia Marcial, 39 anos, há sete tenta ter filhos. Ela e o marido já passaram por três clínicas particulares e gastaram aproximadamente R$ 40 mil em tratamentos. Ela diz que se houver a possibilidade de fazer algum procedimento gratuito não vai hesitar. "É uma oportunidade única, uma esperança para mim e todos os casais que não podem ter filhos", afirma.
Para a coordenadora da Saúde da Mulher, Maria José Oliveira, as ações que tratam da infertilidade ainda são novas e não se tem tantas definições. "É um tratamento muito complexo, muitíssimo caro e a rede pública tem de estar preparada", diz.
Ela acrescenta que a demanda é alta porque não há serviço público para atender. Mas garante que o SUS vai arcar com todas as despesas de um tratamento de reprodução assistida, inclusive os medicamentos, que podem custar até R$ 500 por mês.

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