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Fórum do Pantanal comemora retirada de projeto das usinas

11 Dezembro 2003 - 15h43

O Fórum de Defesa do Pantanal considerou uma vitória a retirada do projeto do deputado Paulo Corrêa (PL), que autoriza a implantação de usinas de álcool na bacia do Rio Paraguai, da pauta de votação da Assembléia Legislativa. A entidade, formada por 15 organizações não governamentais, pretende, no entanto, continuar vigilante e trabalhando para que essa ameaça seja totalmente dissipada, ou seja, que o projeto não retorne à AL  ou, se voltar, que seja rejeitado. A informação é do empresário Astúrio Ferreira dos Santos, presidente do fórum, que está desenvolvendo um trabalho junto à opinião pública, para conscientiza-la da importância de somar forças contra essa e qualquer outra ameaça semelhante ao Pantanal. O presidente da ONG Rios Vivos, Alcides Faria, informou que “o momento não é de comemorar, e sim de continuar o trabalho pela preservação da região pantaneira”, comentou. Segundo ele, estão sendo coletadas assinaturas de pessoas da comunidade em várias cidades do Estado contrárias à implantação do projeto do deputado Paulo Corrêa, ou qualquer outro que implique na implantação de usinas de álcool no Pantanal. Na próxima semana, segundo ele, o fórum deverá se reunir para traçar metas a respeito da coleta e número de assinaturas que deverão ser, posteriormente, entregues às autoridades constituídas, inclusive ao governador Zeca do PT.Alcides Faria comentou sobre o perigo das usinas em contaminar o ‘Aquífero Guarani’, (maior reservatório de água potável subterrânea do mundo), que abrange boa parte dos municípios de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, não se pode instalar usinas de álcool na região do alto Pantanal, sem antes se identificar as zonas de recargas desse potencial de água.O presidente da ‘Rios Vivos’ e membro do Fórum comentou também sobre os 300 metros acima do nível do mar, como regiões aptas, de acordo com o projeto de Paulo Corrêa, para a exploração com usinas de álcool. Alcides Faria citou que o município de Bonito, com seus 315 metros, “poderia tornar-se um grande canavial, de acordo com o projeto do parlamentar”, informou. Segundo ele, se isso viesse a ocorrer, seria o fim do turismo na região e, conseqüentemente, dos rios ali existentes.Os membros do Fórum de Defesa do Pantanal esperam que o deputado use do bom senso e retire de vez o projeto do legislativo. Eles acreditam também que não só os parlamentares da oposição ao governo, como da própria situação e das bancadas aliadas, estão se conscientizando do perigo que representa a instalação de usinas naquela região, que é considerada Patrimônio Ecológico da Humanidade. Porisso, se a matéria voltar, poderá ser rejeitada.  

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