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Fórum Canal Rural discute os desafios do agronegócio sustentável na Agrishow

04 maio 2011 - 13h58

O sucesso da atividade rural passa por três questões primordiais que foram assunto de debate na manhã desta quarta, dia 4, do Fórum Canal Rural com o tema Desafios do Agronegócio Sustentável: Crédito, Seguro e Tecnologia. Organizado em parceria com a Embrapa durante a Agrishow 2011, que ocorre em Ribeirão Preto (SP), a discussão teve a presença do representante da Comissão de Seguros de Riscos Rurais da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Benedito Luiz Alves Dias, do presidente da Agrishow e da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho, do diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura, Edilson Martins Alcântara e do chefe da Embrapa Meio Ambiente, Celso Veiner Manzatto.

Diante das catástrofes climáticas, cada vez mais frequentes e que ameaçam os rendimentos dos agricultores e a boa produtividade, o seguro rural se torna essencial para promover a estabilidade do produtor. De acordo com o representante da Fenag, Benedito Luiz Alves Dias, ele está presente em um pequeno percentual da atividade agropecuária brasileira, questão ratificada no debate pelo presidente da Socidade Rural Brasileira, Cesário Ramalho.

– O maior negócio do Brasil não tem proteção – alerta.

As dificuldades brasileiras com o seguro, segundo Ramalho, estão no fato dos investidores dos recursos capitais não terem conforto no investimento. Para Dias, os seguradores nacionais cada dia mais se conscientizam de que é preciso melhorar os produtos existentes e criar novos mecanismos de proteção, tanto para as questões climáticas quanto para oscilação de preços.

– O produto oferecido no Brasil é de boa qualidade e pode oferecer um bom negócio para seguradores.

Para driblar as dificuldades, o desenvolvimento de novos mecanismos tecnológicos de proteção agrícola é uma alternativa. A prática do zoneamento é uma possibilidade considerada importante como indutora de tecnologias capazes de minimizar o risco de perdas, ressaltou o diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura, Edilson Martins Alcântara, uma vez que impacta na ação dos seguros, já que esses são contratados com base no zoneamento. Ainda de acordo com o diretor, o seguro não acaba com as perdas e o objetivo é garantir a produtividade

– O objetivo é desenvolver um seguro baseado na produtividade agrícola. Quando o produtor começar a plantar ele terá a garantia de terminar com produtividade.

A ação do governo através do projeto do Fundo de Catástrofe foi citada como uma garantia de estabilidade para o seguro agrícola. De acordo com Martins, as ações de subvenção do seguro pelo governo ao produtor são essenciais.

– Não existe nenhuma experiência no mundo que não tenha uma participação do governo na questão do seguro em relação a subvenção.

Os debatedores avaliaram ainda as consequências das normas do novo Código Florestal à produção agrícola. Ramalho e Alcântara defenderam os agricultores como conservadores do meio ambiente.

– O produtor brasileiro não é um devastador. O Brasil, há seis anos, aumenta a produção sem aumentar a área plantada. O pequeno produtor familiar, que está respeitando o meio ambiente não pode ser considerado um destruidor – declarou o
diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural.

De acordo com Alcântara, o novo Código vai dar estabilidade à regulamentação do crédito e o produtor vai ter melhor acesso aos benefícios sem a discussão do que ele está fazendo, dando tranquilidade ao agricultor.

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