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Força-tarefa vai combater ferrugem em lavouras de soja

14 janeiro 2004 - 11h40

Representantes do governo e da iniciativa privada criaram uma força-tarefa para recolher informações técnicas, diariamente, sobre a ferrugem asiática que ataca as lavouras de soja em dez Estados brasileiros (GO, MG, BA, MT, PR, SP, RO, MS, MA, TO). Segundo levantamento, a contaminação é maior nas lavouras do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, porque o fungo se prolifera pelo vento, a baixas temperaturas, por milhares de quilômetros.Na safra de 2003, de acordo com técnicos da Embrapa, a contaminação causou uma redução de 3,4 milhões de toneladas e fez o Brasil deixar de ganhar, com as exportações US$ 750 milhões.Além disso, os custos de combate à doença com fugicidas e equipamentos adequados chegaram a US$ 1,3 bilhão. Apesar dos prejuízos internos, a ferrugem asiática causa danos as exportações brasileiras apenas pela redução da produção de grãos.Conforme o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, explicou o fungo não permanece nos grãos nem no farelo por ser de morte muito rápida. "Ele se prolifera apenas na roça, porque ataca as lavouras e o consequente desfolhamento da planta, provocando a queda da produvidade. Muitas vagens não chegam nem a desenvolver os grãos". O técnico José Tadashi Yorimori, da Embrapa Soja, disse que a melhor forma de combater a doença é por intermédio do acompanhamento direto das lavouras. Ele não aconselha o uso indiscriminado de fungicídas, mas sim a verificação no campo, que deve ser feita por técnicos especializados, para saber se a doença está instalada. "A prevenção é o melhor remédio".De acordo com Yoriomori, a proliferação da ferrugem asiática, que teve o primeiro registro no Brasil, em maio de 2001, no Paraná, se deu a partir do ano passado, por causa do clima favorável com chuvas e noites frescas, com temperaturas entre 17 e 21 graus. "Isto causa um melhamento de solo de 8 a 10 horas, favoráveis ao fungo". A Força Tarefa, por determinação do ministro Roberto Rodrigues, começou a trabalhar a partir de hoje a tarde, embora a Embrapa já venha pesquisando a ferrugem asiática a mais de um ano.

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