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FHC recebe presidenciáveis hoje no Alvorada

19 agosto 2002 - 07h34

Pela primeira vez na história brasileira um presidente receberá os candidatos à sucessão para discutir a transição de governo. Pressionado pela instabilidade financeira, Fernando Henrique se encontra hoje com os quatro candidatos com chances de substituí-lo. Ele vai explicar as condições do empréstimo de US$ 30 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), dinheiro que poderá evitar ataques especulativos ao país no início do próximo governo.
Fernando Henrique quer evitar o uso eleitoral do encontro. Os candidatos também estão preocupados. Os oposicionistas acham que Fernando Henrique quer vestí-los com o traje oficial, o que espantaria o eleitorado. O presidente quer o aval dos candidatos ao acordo com o FMI e a uma proposta de remendo tributário que sinalize ao mercado financeiro a preservação de receitas suficientes para fechar as contas federais no ano que vem.
O candidato tucano não é considerado problema. "Já conheço os detalhes do acordo com o FMI e concordo com tudo", disse Serra. A incógnita é o comportamento dos três oposicionistas. Alguns candidatos ensaiaram discursos atrevidos, mas já moderaram as declarações. Maior crítico do presidente durante a campanha, Ciro Gomes, da Frente Trabalhista, atendeu às recomendações para se desarmar. "Vou mais para ouvir que para falar", declarou Ciro.
Já Lula diz que não vai ao encontro apenas para "tomar café", e que não quer se comprometer demais com o acordo firmado com o FMI. "O FMI é um assunto do atual governo", desconversa. O candidato do PT deverá apresentar três propostas que considera emergenciais para aliviar a crise: aprovação de uma minirreforma tributária, criação de linha de crédito para exportações e uma ação do Brasil junto aos bancos centrais de outros países para reativar linhas de crédito às empresas brasileiras.
Garotinho vai criticar a política econômica e advertir para o risco de queda das reservas cambiais. O assessor econômico do candidato, Tito Ryff, sustenta que o piso das reservas precisa ficar entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões. "Espero que o presidente ouça os candidatos e aja como um presidente deve agir", diz Garotinho.

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