Menu
Busca sábado, 25 de janeiro de 2020
(67) 9860-3221

Famasul rebate acusação do Ministério da Agricultura

18 agosto 2006 - 17h01

O presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Ademar Silva Júnior, rebateu a declaração do ministro da Agricultura Luís Carlos Guedes Pinto, que acusou o produtor rural de responsável pela febre aftosa no ano passado no Mato grosso do Sul. A declaração do ministro foi publicada em jornal impresso e virtual e causou grande estranheza em toda diretoria da Famasul. “o produtor está sendo punido por ter vacinado e agora é acusado de não vacinar, isso é no mínimo incoerente. O ministério precisa saber o quer de nós, antes de sair fazendo acusações”, disse.
Segundo Ademar Júnior, são os produtores que arcam com todo custo da sanidade animal do Estado e o governo deveria pelo menos estar atento ao rebanho dos assentamentos e aldeias indígenas, locais que segundo o presidente, surgiram os focos de febre aftosa do ano passado. “O ministro deveria que lembrar que 60% das áreas com problemas foram em assentamentos e aldeias, onde a responsabilidade é do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Funai”, destacou.
Para vacinar o rebanho bovino do Estado, hoje estimado em cerca de 25 milhões de cabeça, os produtores rurais investem R$ 500 milhões, se considerado valor de R$ 20 por cabeça/ano. De acordo com os levantamentos da Famasul o orçamento do MAPA para o Estado de R$ 25 milhões, não chega a um real por cabeça, além disso todo recurso é utilizado no setor administrativo da Iagro (Agência Estadual de Sanidade Animal e Vegetal). No ano de 2003 foram alocados recursos na ordem de R$1.2 milhões para sanidade. Já em 2004 somente R$ 800 mil, sendo que somente a metade chegou ao destino, a outra parte foi repassada em 2005.
Para a Famasul, a falta de uma política agropecuária tem prejudicado o setor que mais gera emprego e divisas para o país. O Mato Grosso do Sul é ainda mais dependente do agronegócio, sendo que 32% do Produto Interno Bruto (PIB) provêm desta categoria.
“Precisamos de uma proposta para a defesa sanitária do país , mas parece que faltam pessoas  que realmente conhecem as funções para qual foram nomeadas”, afirmou Ademar, destacando que está procurando as Universidades e os institutos do Estado para, em parceria com a Famasul, desenvolverem um amplo trabalho  em defesa  da sanidade animal do Mato Grosso do Sul.
 

Deixe seu Comentário

Leia Também

ACIDENTE
Motociclista morre ao colidir contra poste em bairro de Campo Grande
VILA FORMOSA
Projeto “Mais Movimento”, reduz índices de doenças crônicas
POLÍCIA
Grávida, adolescente de 15 anos briga com padrasto e o agride a facadas
JUSTIÇA
TRT ratifica obrigação da Eldorado adequar jornada de motoristas
POLÍCIA
Contrabandista ligado a doleiro que agia na fronteira é expulso do Paraguai
ITINERANTE
Carreta da Justiça atende 383 pessoas na volta do serviço em 2020
CAPITAL
Polícia fecha boca de fumo que funcionava como desmanche de motos
DOURADOS
Prefeitura intensifica parceria com piscicultores para ampliar produção
SEGURANÇA
Ministério Público libera Morenão para partidas do Estadual de Futebol
SERVIÇO
Detran/MS suspende emplacamento para implantação da Nova PIV

Mais Lidas

TRAGÉDIA
Pai e filha moradores de Dourados morrem em acidente no Paraná
DOAÇÃO
Órgãos captados em Dourados vão salvar vidas em três Estados
TRÁFICO
‘Espaço de lazer’ em Dourados era usado para guardar drogas e abrigar fugitivos
DOURADOS
Assassinato na Vila Rosa aconteceu por ciúmes durante manutenção em porta