Menu
Busca Quinta, 23 de Novembro de 2017
(67) 9860-3221
Corpal Novo site

Executiva do PDT decide romper com o governo Lula

13 Dezembro 2003 - 10h34

A Executiva Nacional do PDT decidiu ontem romper com o governo Lula, decisão tomada em reunião no Rio. Os filiados que ocupam cargos no governo federal devem pedir exoneração, segundo a decisão do partido.O pedetista com cargo mais alto no governo é o ministro das Comunicações, Miro Teixeira. Segundo o presidente do partido, Leonel Brizola, os que ficarem no governo sofrerão as punições previstas no estatuto do PDT, que vão de suspensão à expulsão."Há uma exigência do partido para que esses companheiros que estão no governo se afastem logo do governo Lula-PT", disse Brizola. "Eu não acredito que esses companheiros permaneçam."A reunião de quase quatro horas teve a participação de 213 membros da Executiva Nacional. Três votaram contra o rompimento, definido pelos dirigentes como "independência" do PDT em relação ao governo. Ao ser questionado sobre a diferença entre independência e ruptura, Brizola disse: "Precisamos ser duros sem perder a ternura".Segundo Brizola, o partido não dará "apoio incondicional" nem fará "oposição sistemática".Sobre se o PDT ficaria isolado com a ruptura, conforme afirmou o diretor regional de Goiás, Euler Ivo, Brizola respondeu: "Antes só do que mal acompanhado".Ontem também ficou decidido que o partido terá candidatos a prefeito em todas as capitais do país, nas eleições de 2004. Além de Miro Teixeira, o PDT ocupa as presidências dos Correios (Aírton Dipp) e da Itaipu Binacional (Nelton Friedrich) e uma direção na Petroquisa (Vivaldo Barbosa).Um dos momentos mais tensos da reunião foi quando Barbosa defendeu que os pedetistas não precisassem pedir exoneração. Ele defendeu a permanência de Miro Teixeira, porque "não há o que reclamar dele".Brizola rebateu: "Dói nos meus ouvidos ouvir uma coisa dessas", reclamando da ausência do ministro na reunião. Barbosa provocou a discussão minutos antes da votação. Ele, que defendeu sua permanência na Petroquisa, foi obrigado a se calar a pedido de Brizola e de Carlos Lupi, vice-presidente do partido.Miro Teixeira não respondeu se ficará ou não no ministério após a decisão do PDT. Apesar de ter sido questionado objetivamente, por meio de sua assessoria de imprensa, o ministro optou por divulgar uma nota enigmática:"Reafirmo meu apoio ao presidente Lula. Faço-o como cidadão e parlamentar. O exercício do ministério é eventual e pode ser interrompido a qualquer momento e por qualquer razão. Permanente é a convicção de que o Brasil precisa mudar e a certeza de que Lula significa mudança".Após a divulgação da nota, a assessoria do ministro foi novamente questionada sobre seu significado e, em resposta, afirmou que a nota era de interpretação livre dos jornalistas.

Deixe seu Comentário

Leia Também

UAUUU!!!
Dani Suzuki curte surf trip entre amigas e mostra corpo escultural
GUERRA AO AEDES
Governador destaca queda de 92% nos casos de dengue, mas ainda alerta sobre o combate
POLÍTICA
Rosalin vê frustração, mas não desmerece auxílio financeiro pela metade
TV CULTURA
Fórum quer “comercializar“ mais de 120 mil horas do acervo das Emissoras Públicas Brasileiras
MS
IFMS propõe oferta de cursos a distância a prefeitos
CONSUMIDOR
Comissão aprova obrigatoriedade de carro reserva em caso de demora no conserto
CAMPO GRANDE
Júri de acusado de matar segurança será realizado amanhã com transmissão simultânea
ECONOMIA
Dólar fecha em queda, de olho em reforma da Previdência
Dólar fecha em queda, de olho em reforma da Previdência
BRASIL
Cinemas comerciais devem garantir acessibilidade até novembro de 2018
OPORTUNIDADE
TCE abre inscrições para curso direcionado aos profissionais do SUS

Mais Lidas

DOURADOS
Ação termina com 6 presos e R$ 3,5 milhões apreendidos
CANAÃ I
Homem é preso com mais de 100 porções de pasta base
DNA
PF faz ação contra o tráfico em Dourados e cidade vizinha
TRÁFICO
Douradense é preso com mais de 150kg de pasta base no RS