Menu
Busca domingo, 19 de janeiro de 2020
(67) 9860-3221

Ex-prefeito de Paranaíba tem audiência sobre conta proibida

22 agosto 2006 - 14h55

Testemunhas de acusação serão ouvidas esta tarde no Fórum de Paranaíba, em processo-crime movido pelo Ministério Público Estadual contra o ex-prefeito da cidade Diogo Robalinho de Queiroz, o Diogo Tita (PMDB). Oriundo de ação popular movida e ganha na Justiça estadual pela então bancada dos vereadores petistas da Câmara da cidade, o processo refere-se a uma conta, acusada de irregular, que era mantida por Tita quando prefeito nos anos de 2001 e 2002, no Banco do Interior (instituição que atuava no interior paulista e que tinha agência em Paranaíba foi fechada por intervenção do Banco Central). Pleiteando nestas eleições uma cadeira na Assembléia Legislativa, o ex-prefeito, caso venha a ser condenado, pode ter, entre outras punições, sua candidatura cassada. “A ação popular dos vereadores foi ganha na Justiça estadual e hoje está com recurso do prefeito no STJ (Superior Tribunal de Justiça)”, explica o advogado Hamilton Alves Nunes, que acompanha o caso. “O processo-crime movido pelo MP tem implicâncias severas, inclusive na cassação da candidatura do ex-prefeito”, acrescentou. Conforme o advogado, através da conta, reconhecida como irregular pelo Tribunal de Contas do Estado, o então prefeito dava cheques “pré-datados e inclusive usava o limite de cheque especial, o que configura em empréstimo sem autorização da Câmara dosVereadores, o que é proibido”. Além disso, prossegue, “havia na conta R$ 185 mil, em valores da época, do Fundo de Saúde do Município, que foram perdidos quando o Banco do Interior fechou suas agências”. Na audiência hoje, no Fórum de Paranaíba, serão ouvidos os ex-vereadores que na época moveram a ação popular contra o então prefeito referente a conta bancária irregular: Drauzio Zana, Alcita Ferraz e também o atual vereador e presidente da Câmara, Marcos Gomes (todos do PT). Está citado também para ser ouvido hoje na audiência, o advogado José Riskalahh, no rol de testemunhas de defesa. Um cheque emitido para o advogado foi encontrado na quebra de sigilo bancário da conta, durante a ação popular. Diogo Tita, em depoimento à Justiça, conforme Termo de Interrogatório dos Autos nº 018.05.00163.0, confirmou ter contratado o advogado alegando não lembrar se houve licitação para isto e que precisava de um advogado de confiança “...que para contratar advogado ruim tinha na própria prefeitura”, conforme consta nos referidos autos.

Deixe seu Comentário

Leia Também

PONTA PORÃ
Caminhonetes são encontradas incendiadas no lado brasileiro da Fronteira
ECONOMIA
Brasil assina acordo de cooperação agrícola com a Alemanha
DOURADOS
Concursados da PM, Bombeiros e GM se unem para cobrar convocação
FRONTEIRA
Polícia de MS alia forças ao Paraguai para captura de foragidos de presídio em Pedro Juan
DOURADOS
Casal têm celulares roubados durante caminhada no Jardim Progresso
POLÍTICA
Novo partido não usará fundo eleitoral sancionado, diz Bolsonaro
SÃO GABRIEL DO OESTE
Adolescente é morta a tiros pelo marido após discussão
CAPITAL
Florista baleada pelo ex-namorado morre na Santa Casa
DOURADOS
Homem tem moto furtada no Jardim Tropical
MUNDO
Vírus de origem chinesa pode ter infectado mais de mil de pessoas

Mais Lidas

CAPITAL
Veterinária deixa motel em surto e morre embaixo de caminhão
TRÁFICO
Polícia flagra esquema de venda de droga no cartão em Dourados
DOURADOS
Mulher é trancada no banheiro durante assalto no BNH 3º Plano
GUARDA
Traficante que queria ganhar R$ 12 mil vendendo drogas é presa em Dourados