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Estudos de medicina em MS serão apresentados na Malásia

05 agosto 2006 - 10h53

O Programa de Proteção à Gestante de Mato Grosso do Sul vem sendo destaque na comunidade médica nacional, devido aos avanços alcançados no diagnóstico de doenças durante a gravidez. Como prova da importância do trabalho realizado, dois estudos feitos por médicos do projeto foram selecionados para o XVIII Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia que acontecerá em Kuala Lumpur (Malásia, no continente asiático), de 5 a 10 de novembro. O congresso acontece a cada quatro anos - o último teve o Chile como anfitrião - e apenas dois trabalhos são selecionados por país. Este ano estudos sul-mato-grossenses representarão o Brasil. Os trabalhos foram inscritos pelo professor doutor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Ernesto Antônio Figueiró Filho, que faz parte do Programa de Proteção à Gestante, e vem buscando apoio para realizar a viagem à Malásia que, segundo ele, custa R$ 10 mil. De acordo com Ernesto, a seleção para participar do congresso é difícil e de extrema importância para o Estado. “A participação de um brasileiro no congresso é fato raro de acontecer e coloca o Estado em destaque. Já tiveram outros, mas não sei informar se algum foi premiado. Inscrevi dois trabalhos. Ambos foram selecionados." Os estudos inscritos tratam do diagnóstico da toxoplasmose e de infecções como hepatites B e C.O primeiro selecionado aborda a identificação da toxoplasmose durante a gravidez. Foram submetidas à triagem 32.512 gestantes no período de novembro de 2002 a outubro de 2003. Desse estudo, concluiu-se que a freqüência da toxoplasmose aguda materna apresentou-se abaixo do observado em outras investigações no Brasil. Entretanto a taxa de transmissão vertical (da mãe para o feto) não foi discordante do encontrado em outros estudos. Pôde-se identificar também que o diagnóstico da doença nas primeiras 12 semanas da gravidez pode evitar consideravelmente a transmissão para o feto. O outro trabalho que será apresentado no congresso trata de várias infecções que podem ser identificadas no pré-natal, como sífilis, rubéola, hepatites B e C, toxoplasmose, doença de Chagas, vírus simples do Herpes, HIV tipo 1, citomegalovírus (CMV) e HTLV I/II (vírus linfotrópico humano para células T). O estudo foi realizado com o mesmo número de gestante e no mesmo período. As pesquisas foram realizadas com o apoio do governo do Estado, da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), da UFMS e da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto. A metologia aplicada foi a técnica do papel-filtro, método que tornou Mato Grosso do Sul referência em diagnóstico de Aids no País. O Programa de Proteção à Gestante é uma iniciativa de prevenção idealizada e coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde, na qual estão envolvidos todos os municípios. O objetivo é evitar complicações para mães e bebês e, a partir dos resultados de testes realizados na triagem pré-natal, implementar medidas de prevenção a partir desses resultados.Através do Programa de Proteção à Gestante de Mato Grosso do Sul está sendo possível diagnosticar e prevenir 11 tipos de doenças, uma delas, inclusive, nunca registrada pela medicina. É o caso da Fenilcetonúria Materna (PKU), um distúrbio no metabolismo da mãe que pode causar retardo mental no bebê. “Temos muitos avanços no programa. Em um ano fizemos estudos com 35 mil pacientes. Conseguimos diagnosticar muitas doenças, o que permite cuidar do problema com mais rapidez, evitando a transmissão para o feto”, relata Ernesto Figueiró.O modelo tem resultados tão positivos que já está sendo utilizado em Goiás e no Maranhão. A chamada “testagem por amostra seca em papel filtro”, mais econômica que a tradicional, permitiu ao Estado ampliar o diagnóstico precoce de várias patologias durante a gestação e chegar próximo de 100% de cobertura na testagem do HIV. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 14,5% da população do Brasil são portadoras de deficiências das quais 70% são preveníveis através do exame pré-natal.A testagem em papel-filtro é bastante simples. Consiste na utilização de um cartão de identificação da paciente com espaços reservados para aplicar as gotas de sangue coletadas de uma picada, da mesma maneira que o teste do pezinho, só que do dedo da mão.    

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