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Stock Car: sujeira da pista assusta pilotos em Campo Grande

03 junho 2011 - 15h08

Mais empoeirada do que nunca, a pista do Autódromo Internacional de Campo Grande assustou os pilotos da Stock Car durante os treinos livres que abriram nesta sexta-feira a programação da quinta etapa da Stock Car. O asfalto sujo, coberto de poeira trazida para a pista pelo vento constante que soprou ao longo do dia, não apenas complicou o trabalho de pilotos e equipes no acerto dos carros como ampliou o historicamente elevado nível de degradação dos pneus.

O primeiro dia de trabalhos trouxe mais incertezas do que soluções, confundindo a cabeça dos técnicos. A única garantia vem da meteorologia, que promete tempo firme até domingo, mas a mudança constante do estado do asfalto está dificultando os trabalhos na capital do Mato Grosso do Sul. "Foi o pior começo do ano. Está complicado até de antecipar qualquer coisa, porque a pista está muito ruim", comentou Marcos Gomes, da Medley/Full Time Sports.

Inaugurado em 2002, o autódromo de Campo Grande está localizado às margens da BR-262, rodovia que liga a cidade a Três Lagoas. A área é ainda um imenso descampado, sujeita à ação de ventos que cortam a região e provocam ainda a ardência dos olhos e um incômodo permanente - a pele parece estar sempre impregnada de pó. Como se não bastasse, equipamentos delicados como os computadores utilizados pelas equipes podem ficar comprometidos pela poeira.

Mas são os pilotos que mais sofrem as conseqüências do clima local. "A pista muda a todo instante e uma roda fora do traçado ideal pode não terminar bem", avaliou Xandinho Negrão, companheiro de equipe de Gomes. Nas impressões iniciais transmitidas ao diretor-técnico Maurício Ferreira, eles manifestaram preocupação com o elevado consumo da borracha. "O asfalto está comendo os pneus", resumiu Xandinho.

Se na etapa passada no Velopark (ES) os carros puderam completar a prova sem a troca facultativa de pneus, desta vez as equipes parecem convencidas de que um único jogo será incapaz de suportar os rigores dos 50 minutos de prova num asfalto reconhecidamente abrasivo. "Será praticamente impossível não trocar pneus", avisou Xandinho. "Ou, pelo menos, os do lado direito, que apresentam um desgaste maior por causa do maior número de curvas para o lado esquerdo".

Neste sábado, os carros retornarão à pista às 8 horas locais (9 h em Brasília) para a última sessão de ensaios livres antes das tomadas classificatórias que definirão a ordem de largada dos 32 carros. O qualifying, em duas fases, está marcado para as 11h15 (12h15 em Brasília).

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