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ESPORTE

Evento esportivo do Ministério da Defesa reuniu mais de 600 atletas do Estado

13 dezembro 2019 - 10h57Por Da Redação

O Colégio Militar de Campo Grande (CMCG) sediou a sétima edição dos Jogos Desportivos do Programa Forças no Esporte (Profesp), de segunda-feira (9) até esta quinta-feira (12.12). A competição é realizada nacionalmente pelo Ministério da Defesa, por meio do Comando de Operações Terrestres (Coter). Especialmente no Estado, teve organização do Comando Militar do Oeste (CMO) e apoio da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte).

No complexo esportivo do CMCG, os atletas buscaram medalhas em sete modalidades: atletismo (redução de distâncias e medidas), futebol society, futsal, voleibol, judô, orientação e cabo de guerra. De acordo com o CMO, o evento teve participação de aproximadamente 600 atletas de diversos municípios sul-mato-grossenses, principalmente os localizados na fronteira com o Paraguai.

Segundo o coronel do CMO, José Roberto de Melo Queiroz, organizador dos Jogos, a finalidade do Profesp é dar oportunidade a crianças e jovens por meio do acesso à prática de atividades esportivas e físicas saudáveis e de iniciativas socialmente inclusivas. Em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, o Programa atende cerca de 1,2 mil crianças e adolescentes, de seis a 18 anos de idade. O Forças no Esporte também está em todas as unidades federativas do país, em mais de 90 organizações militares.

“Completamos 16 anos em 2019 e sempre procuramos identificar jovens em situação de vulnerabilidade social e econômica em diversas cidades de Mato Grosso do Sul, para realizarem atividades no contraturno escolar. Queremos que essas crianças realizem seus sonhos e acreditamos que através do esporte isso é possível”, afirmou o coronel.

Matheus Espíndola, de 12 anos, participou pela primeira vez de uma competição. O atleta, de Porto Murtinho, teve de viajar 440 quilômetros ou cerca de seis horas e meia para competir na modalidade cabo de guerra. “Eu comecei no Profesp em agosto deste ano e é muito legal, estou melhorando mais minhas habilidades. Fiquei muito emocionado porque nunca participei de um projeto e também nunca viajei para disputar um torneio”.

“Sei que minha mãe está muito orgulhosa de mim”, relatou o jovem, que treina duas vezes na semana na 2ª Companhia de Fronteira de Porto Murtinho. “Os treinos são bem duros, mas valem a pena, porque assim eu aprimoro o meu desempenho e tenho a chance de participar dos Jogos, que foram inesquecíveis”, finalizou Matheus.

Léa Patrícia Machado é professora de educação física na Escola Estadual Doutor Fernando Correa da Costa, de Amambai, e trouxe 24 atletas a Campo Grande, para disputarem o atletismo, voleibol, futsal, futebol society e judô. “O evento é espetacular, por envolver disciplina, respeito, comprometimento com as modalidades. Tenho certeza que ficará gravado para sempre na memória de todos os atletas, vão levar muito aprendizado e resultados para a vida”, revelou.

Conforme ela, mais do que ensinar uma modalidade desportiva ou desenvolver um atleta, o objetivo dos Jogos Desportivos do programa do Ministério da Defesa é formar seres humanos exemplares a cada edição. “Temos percebido mudanças. Os estudantes levam os conceitos passados nos Jogos para dentro da sala de aula e para casa. O esporte educa e também cria grandes cidadãos, que vão levar esses princípios por onde passarem e também disseminarão ao próximo”.

A escola amambaiense é atendida pelo Programa Escolar de Formação e Desenvolvimento Esportivo de Mato Grosso do Sul, da Fundesporte. Na edição deste ano dos Jogos Escolares da Juventude, etapa estadual, o handebol masculino, de 12 a 14 anos, terminou na terceira colocação da segunda divisão. Segundo Léa Patrícia, a boa campanha motivou outros alunos a praticarem atividades esportivas.

“Agora, a escola inteira quer treinar, porque estamos trazendo resultados. Se o trabalho é bem feito, dedicado, tem responsabilidade e comprometimento, o resultado aparece. Sinto muito orgulho de levar o nome da escola, do município e do Estado por onde passamos. O trabalho feito pela Fundesporte, em levar o esporte a escolas de todo o Estado, é exemplar, valorizando tantos os profissionais de educação física, quanto os estudantes”, encerrou. 

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